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Bolsonaro cita Wagner e defende trocar governador e deputados no Ceará para mudar segurança

| Eleições | Esta é a segunda vez apenas nesta semana que o presidente se dirige contra o governador Camilo Santana
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WAGNER e Bolsonaro têm ficado cada vez mais próximos (Foto: Aurélio Alves/O POVO)
Foto: Aurélio Alves/O POVO WAGNER e Bolsonaro têm ficado cada vez mais próximos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu a mudança no Governo do Ceará e na bancada de deputados estaduais como forma de resolver os problemas da segurança pública no Estado. A declaração foi dada em entrevista gravada na última quinta-feira, 13, para a Rádio Uirapuru Jaguaribana, do Ceará, e foi ao ar ontem. O Estado é governado pelo petista Camilo Santana, com apoio do pré-candidato à Presidência do PDT, Ciro Gomes, rival de Bolsonaro no cenário eleitoral.

"Tem um capitão da PM que é candidato a governador do Ceará. A oportunidade de mudar, de dar uma guinada dessa política de combate à violência no seu estado", afirmou Bolsonaro. No Ceará, o deputado federal Capitão Wagner (Pros), aliado do presidente, é o principal nome da oposição que postula o Palácio Abolição em outubro.

Esta foi a segunda ocasião apenas nesta semana em que Bolsonaro se dirigiu contra Camilo. Na última segunda-feira, 10, o presidente citou o governador cearense ao afirmar os gestores petistas nos estados fizeram "algo de assombrar" na pandemia. 

“O que os governadores petistas fizeram nos seus estados foi algo de assombrar, como na Bahia e em outros estados de esquerda também, como Ceará”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Jovem Pan, se referindo também a Rui Costa, governador da Bahia.

Aliados de Camilo logo depois saíram em defesa do governador. O prefeito de Fortaleza José Sarto (PDT), o vice, Élcio Batista (PSB) e o deputado federal e pré-candidato ao Governo do Estado, Mauro Filho (PDT), foram alguns dos que foram às redes apoiar Camilo.

"De assombrar é estimular o uso de medicamentos sem comprovação científica, ir contra o uso de máscara, provocar aglomerações no auge da pandemia, boicotar e atrasar aquisição de vacinas, aproveitar todas as oportunidades para desencorajar a população a se imunizar contra a Covid", disse Sarto, via Twitter.

Ao falar durante à entrevista à rádio do Interior cearense sobre o fechamento de atividades durante a pandemia de Covid-19, medida orientada por autoridades sanitárias e especialistas, Bolsonaro atribuiu a inflação registrada em 2021, uma alta de 10,06%, às políticas de isolamento social. Além disso, ele negou a possibilidade de interferir na Petrobras para diminuir o preço dos combustíveis e atacou os governos do PT pelas dívidas da estatal.

"A energia elétrica na Europa, quase 30 países, a inflação de 2020 a 2021 em euro ultrapassou 300%. O gás também chega na casa dos 400%, a pandemia levou a esse estado de coisas", disse Bolsonaro.

Ao citar a expressão "fique em casa, a economia a gente vê depois", o presidente voltou a criticar as medidas de isolamento social orientadas pelas autoridades sanitárias. "Chegou a conta para a gente pagar", afirmou, ao declarar ter sido "o único chefe de Estado do mundo que foi contra essa política". "Se o agronegócio estivesse submetido aos governadores, mais do que inflação teríamos uma coisa pior, desabastecimento do Brasil." 

Bolsonaro voltou a questionar os resultados da eleição pela urna eletrônica. O presidente também citou a reeleição do prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), em 2020. "A gente não consegue entender isso. Será que as eleições foram limpas no tocante à apuração? Será? Não sei, porque eu acho um absurdo um cara desse que agiu dessa maneira conseguir uma reeleição."

O PT, partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais, foi o principal alvo dos ataques de Bolsonaro durante a entrevista.

 

Ao falar sobre o Auxílio Brasil de R$ 400, o presidente afirmou que o Executivo viabilizou essa despesa dentro do Orçamento e que as administrações petistas não tinham essa responsabilidade com o Bolsa Família.

O benefício só foi aprovado, no entanto, após o governo Bolsonaro patrocinar uma alteração no teto de gastos e um limite ao pagamento de precatórios da União, medidas aprovadas pelo Congresso.

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