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Em vídeo, Ciro chama dono do Coco Bambu de "vagabundo" e "sonegador"

Ciro prometeu que, caso chegue ao Planalto nas eleições de 2022, "essa gente" não prospera, referindo-se ao empresariado bolsonarista
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Ciro Gomes (Foto: JULIO CAESAR)
Foto: JULIO CAESAR Ciro Gomes

Em entrevista ao programa “Em cima do muro”, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) chamou o proprietário da cadeia de restaurantes Coco Bambu de “vagabundo” e o acusou de sonegar impostos.

“Empresários inescrupulosos, sonegadores de impostos, que estão aqui em Fortaleza fazendo política bolsonarista. Esse vagabundo do Coco Bambu tem 50 restaurantes no Brasil e no mundo, cada um deles tem uma razão social diferente pra não pagar imposto, por isso que são tudo bolsonarista, porque é tudo marginal”, criticou o ex-ministro.

Em seguida, Ciro prometeu que, caso chegue ao Planalto nas eleições de 2022, “essa gente” não prospera. “Eles têm que lutar mesmo contra um homem sério, que não tem rabo de palha como eu”, concluiu.

Horas depois, a pré-candidata a deputada federal Mayra Pinheiro (PL) rebateu o pedetista. Ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), a médica cearense bradou: “Somos todos Coco Bambu”.

“Eu fiz questão de estar aqui porque acabei de receber mais uma das declarações doidivanas do pretenso candidato à Presidência da República Ciro Gomes, chamando os empreendedores da rede Coco Bambu de sonegadores de impostos e vagabundos”, disse Mayra na entrada de uma das filiais do restaurante.

“Ciro, como cearense”, continuou a bolsonarista, “o Coco Bambu é um orgulho pra todos nós, é motivo de orgulho nacional. O que eu tenho a dizer pra você é que meu sentimento é de vergonha”. Para finalizar, Mayra provocou: “E, como médica, te dou um conselho: procure urgente um psiquiatra”.

O POVO entrou em contato, por telefone e mensagem, com a assessoria da cadeia Coco Bambu, mas não houve retorno até o momento.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) repudiou as declarações de Ciro, que, segundo a entidade, demonstra “total desconhecimento do político em relação ao setor que mais emprega no Brasil”.

“Não bastasse tudo que a nossa categoria sofreu durante a pandemia”, prossegue a nota, com fechamento das nossas casas e severas restrições sanitárias, ainda sofre com acusações infundadas, que atingem todos os empreendedores deste segmento”.

Leia a íntegra da resposta da Abrasel:

Nota de repúdio e indignação – Abrasel

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) recebe com total indignação as declarações feitas pelo pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, ao programa "Em cima do Muro", transmitido na última terça-feira (03) pelo Youtube. Na ocasião, Ciro Gomes cita que em Fortaleza existem empresários "inescrupulosos, sonegadores de impostos e marginais", mencionando, inclusive, o nome de uma das maiores redes de restaurantes do país, o Coco Bambu, em uma fala que demonstra total desconhecimento do político em relação ao setor que mais emprega no Brasil (com mais de 6 milhões de empregos gerados).

Não bastasse tudo que a nossa categoria sofreu durante a pandemia - com fechamento das nossas casas e severas restrições sanitárias, ainda sofre com acusações infundadas, que atingem todos os empreendedores deste segmento.

Os 64 restaurantes do Coco Bambu no Brasil são motivo de orgulho para o setor, gerando cerca de 7.200 de empregos e contribuindo mais de R$ 100 milhões em impostos federais e estaduais, tudo isso vindo de uma empresa genuinamente cearense.

As acusações de Ciro Gomes não atingem apenas os grandes empresários do ramo de restaurantes, atingem também os pequenos, sendo que todos eles diariamente batalham para manter suas contas em dia e sustentar não só as suas, mas as famílias de seus funcionários. E isto, para nós, é inadmissível.

Somos uma associação apartidária, assim como os estabelecimentos de nossos associados, e a nossa luta é sempre por um país mais simples para empreender e melhor para se viver, apoiando os empresários e trabalhadores de nosso país, e não podemos nos calar frente a ataques gratuitos e infundados feitos ao nosso setor.

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