O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou neste domingo, 22, impressões sobre a viagem a Roraima no sábado, para oferecer o suporte do governo federal a crianças Yanomami em situação de desnutrição. Ele disse que viu no Estado um "genocídio" cometido pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Mais que uma crise humanitária, o que vi em Roraima foi um genocídio. Um crime premeditado contra os Yanomami, cometido por um governo insensível ao sofrimento do povo brasileiro", publicou o presidente no Twitter. "Adultos com peso de crianças, crianças morrendo por desnutrição, malária, diarreia e outras doenças", apontou. "Os poucos dados disponíveis indicam que ao menos 570 crianças menores de 5 anos perderam a vida no território Yanomami nos últimos 4 anos, com doenças que poderiam ser evitadas."
Além do descaso e do abandono cometido pelo governo anterior, conforme pontuou, Lula disse que a principal causa do genocídio é a invasão de garimpeiros ilegais "cuja presença foi incentivada pelo ex-presidente". "Os garimpeiros envenenam os rios com mercúrio, causando destruição e morte."
O presidente citou conversas que teve com indígenas Yanomami na região, que destacam o garimpo ilegal na terra, falta de atendimento básico e de transporte. No sábado, durante a viagem, Lula prometeu acabar com o garimpo ilegal na região, além de enviar equipes de saúde e melhorar os serviços de transporte.