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Maioria dos deputados cearenses deve votar para derrubar veto da desoneração
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Maioria dos deputados cearenses deve votar para derrubar veto da desoneração

O veto do presidente Lula da desoneração da folha de pagamento tem mexido com o Congresso Nacional que deve votar contra o governo
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Plenário da Câmara Federal (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil Plenário da Câmara Federal

Enquanto o Governo Federal se prepara para apresentar proposta alternativa, construída pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Congresso Nacional se articula para votar e possivelmente derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à desoneração da folha de pagamento nesta quinta-feira, 14.

A depender da proposta que o governo apresentar, parlamentares podem mudar de posição. Porém, em princípio, pelo menos 13 dos 22 deputados federais do Ceará disseram ao O POVO ter intenção de votar para derrubar o veto de Lula e pela manutenção da desoneração.

Desses 13, dois não cravaram o voto. Eduardo Bismarck (PDT) disse ainda estar analisando a questão, apesar de julgar importante derrubar o veto. Fernanda Pessoa (União Brasil) também se posicionou pela derrubada, mas disse que aguardará a posição da liderança do partido.

Os deputados federais do PDT fecharam questão em derrubar o veto caso o Governo Federal não envie a Medida Provisória (MP), uma alternativa para a questão, até quinta-feira, 13.

De acordo com Mauro Filho, a decisão foi um ponto pacífico entre os cinco deputados federais do PDT. O senador Cid Gomes também se mostrou favorável à desoneração.

O placar pela derrubada entre os cearenses tende a ser ainda maior, pois ainda não responderam alguns dos maiores opositores do governo, casos ddo deputado Dr. Jaziel (PL) e do senador Eduardo Girão (Novo), que votam contra o Planalto até em questões bem menos polêmicas.

A derrubada do veto é decidida em sessão do Congresso Nacional, reunindo deputados e senadores.

Confira a posição dos parlamentares cearenses

Deputados Federais

A favor de derrubar o veto

  1. André Fernandes (PL)
  2. André Figueiredo (PDT)
  3. Célio Studart (PSD)
  4. Danilo Forte (União)
  5. Dayany Bittencourt (União)
  6. Domingos Neto (PSD)
  7. Eduardo Bismarck (PDT) - a favor de derrubar o veto, mas em análise
  8. Fernanda Pessoa (União) - a favor de derrubar o veto, mas aguarda a liderança do partido 
  9. Júnior Mano (PL)
  10. Luiz Gastão (PSD)
  11. Matheus Noronha (PL)
  12. Mauro Filho (PDT)
  13. Moses Rodrigues (União)

A favor de manter o veto

  1. José Airton (PT)
  2. José Guimarães (PT)

Não respondeu

  1. AJ Albuquerque (PP)
  2. Dr. Jaziel (PL)
  3. Eunício Oliveira (MDB)
  4. Idilvan Alencar (PDT)
  5. Luizianne Lins (PT)
  6. Robério Monteiro (PDT)
  7. Yury do Paredão (MDB)

Senadores

  • Augusta Brito (PT) - Não respondeu
  • Cid Gomes (PDT) - A favor de derrubar o veto
  • Eduardo Girão (Novo) - Não respondeu

 

Posição do Governo

Na ala governista, o deputado federal José Airton (PT) disse que irá seguir a orientação do governo, portanto, para que o veto presidencial permaneça. Líder do governo na câmara, José Guimarães (PT) afirmou que a desoneração foi vetada por inconstitucionalidade.

“Esse problema da desoneração ainda não está resolvido porque botaram um monte de coisa no PL que nós votamos. Colocaram municípios e tudo. Isso não podia. Essas são as razões do veto do presidente. Vetou por inconstitucionalidade”, afirmou.

O líder do governo ainda destacou que os 17 setores que receberam a desoneração da folha de pagamento devem ser reduzidos para entre 12 a 10.

Visão oposta

Para o deputado federal Luiz Gastão (PSD) a derrubada do veto é necessária para garantir previsibilidade no mercado, mas isso não impede de votar em um projeto alternativo do governo.

“A derrubada do veto se faz necessária para dar a previsibilidade de manter esse veto. Nada obsta de se votar um projeto alternativo e pode até ser melhor, se expandir outras categorias econômicas que estão fora dos 17 setores beneficiados", disse.

Ele afirma que a folha de pagamento não deve ser vista como ônus para a empresa, mas como um ativo, pois é a partir do pagamento que se aumenta a produtividade dos trabalhadores e aumenta os salários.

Desoneração da folha de pagamento

A desoneração da folha de pagamento foi adotada em 2011 e é um benefício fiscal que substitui a contribuição previdenciária patronal de 20% incidente sobre a folha de salários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.

O Governo Federal, portanto, considera que a extensão da desoneração proposta é institucional. A ação de Lula não repercutiu positivamente no Congresso Nacional e os parlamentares planejam derrubar o veto.

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