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Sidônio diz que queda na aprovação de Lula passa por "comunicação, gestão e política"
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Sidônio diz que queda na aprovação de Lula passa por "comunicação, gestão e política"

Em visita a Fortaleza, ministro responsável pela comunicação afirmou ser o momento de resgatar o orgulho de ser brasileiro
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MINISTRO participou do 7° Fórum Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação (Foto: AURÉLIO ALVES)
Foto: AURÉLIO ALVES MINISTRO participou do 7° Fórum Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação

A queda da aprovação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem a ver com comunicação, gestão e política, segundo Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do Governo Federal.

Ele esteve em Fortaleza nesta sexta-feira, 4, para o 7° Fórum Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação, e apontou que o Executivo tem feito várias atividades em prol da população, como o programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), mas que não tem chegado talvez por problemas em como a gestão se comunica.

"Esse governo vem fazendo muito, várias atividades impressionantes que vocês talvez não saibam, como marca, e que talvez entre como problema de comunicação (...) Tem várias ações do Governo em várias áreas que eu poderia estar citando aqui pra vocês que a gente precisa fazer com que chegue na ponta até a população. Então, esse é o aspecto que toda popularidade tem a ver com comunicação, gestão e política", disse à imprensa.

A pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostra um aumento na desaprovação do terceiro mandato do presidente Lula, chegando a 56% dos eleitores, um crescimento de sete pontos, enquanto 41% aprovam, em uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os dados de destaque, a popularidade do presidente Lula caiu entre mulheres: 53% das entrevistadas o avaliaram de forma negativa, enquanto 43% têm visão positiva do petista. Há empate técnico entre os eleitores do Nordeste. Apesar disso, o petista segue à frente de todos adversário em um cenário de disputa presidencial em 2026.

"É momento de resgatar o orgulho de ser brasileiro", diz Sidônio

Sidônio destacou o novo slogan do governo, "O Brasil é dos Brasileiros", usado em bonés por lideranças, e que o País vive um momento importante, em meio a taxações de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, para resgatar o orgulho de ser brasileiro.

"Eu sou nordestino com muito orgulho, tenho uma admiração pelo Estado do Ceará, agora acabamos de colocar na comunicação 'O Brasil é dos Brasileiros'. A gente está vivendo um momento importantíssimo no País. A gente vê taxações que estão acontecendo e é o momento de a gente resgatar o orgulho de ser brasileiro, e também o orgulho de ser nordestino", declarou.

No Nordeste, onde o presidente Lula tem sua maior força eleitoral, o petista caiu 7 pontos percentuais na última pesquisa Genial/Quaest em aprovação, aparecendo com 52%. O ministro da Secom disse que a comunicação deve ser segmentada e por Estado, respeitando as características de cada local.

"A comunicação tem que ser bem segmentada, tem que ser por Estado, tem que ser por setores e ela tem que ser também por região. O Nordeste tem a sua característica e é uma característica bela nordestina e a gente tem que comunicar de acordo com isso. Como também o Sul, o Sudeste, o Centro-Oeste e todas as regiões do País", afirmou.

Combate às fake news

Em relação ao combate às fake news, Sidônio declarou que a melhor forma de enfrentar o problema é fazendo com que a notícia verdadeira saia primeiro do que as mentirosas, ocupando o espaço. Ele lembrou do caso sobre o Pix, quando o Governo recuou de uma medida de fiscalização devido à onda de informações enganosas sobre taxação.

"No combate às fake news a gente teve recentemente a fake news do Pix, não existiu aquilo, e todo mundo viu e teve uma repercussão imensa. A melhor forma de combater a fake news é primeiro a notícia verdadeira sair na frente. Ninguém pode correr atrás da mentira. A gente tem que ocupar o espaço passando a notícia", disse o ministro.

"Tinha uma portaria que era pra diminuir e inventaram uma tese que ia pra cobrar o Pix, tudo mentira. Isso é um crime contra a economia popular, isso que foi feito, e a gente tem que combater, e a melhor forma de combater é a gente sair na frente falando da verdade", completou.

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