O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), falou sobre a expectativa de ajudar o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), nas eleições de outubro deste ano. A fala do prefeito ocorreu em entrevista coletiva na terça-feira, 30, durante festa de Réveillon 2026, realizada no bairro Messejana, um dos polos de celebração na Capital.
Questionado sobre o cenário para o ano eleitoral e se pretende ajudar Elmano durante a disputa, Leitão destacou a importância da avaliação da população sobre o trabalho realizado pelo grupo político. “Tudo é consequência do trabalho. Tudo é consequência das entregas que a gente faz. Acho que a melhor maneira que a gente tem de ter esse termômetro é a avaliação nas urnas da população. Espero poder ajudar. É isso que eu espero”, disse.
Em seguida, o prefeito, que finalizou o primeiro ano de gestão, avaliou o projeto atualmente realizado no Ceará como “exitoso” e compartilhou a expectativa de que os cearenses reconheçam esse trabalho com a reeleição do governador Elmano de Freitas.
“Não existe eleição fácil. Todo pleito eleitoral tem suas nuances, tem suas peculiaridades. Eu só espero que a gente possa contribuir em passar para a população cearense, em especial para a população fortalezense, os avanços que nós estamos tendo ao longo desse primeiro ano e ao longo de 2026, porque é um projeto exitoso que nós estamos em curso no Estado do Ceará e eu espero que a população possa fazer esse reconhecimento reconduzindo o governador para mais quatro anos”, finalizou.
Já confirmado como pré-candidato por alguns nomes do grupo político, Elmano entrou no quarto ano de gestão. O nome do ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT), chegou a ser levantado como possível candidato para o cargo. Porém, em dezembro, Camilo reiterou Elmano como cabeça da chapa governista: “Nosso candidato à reeleição se chama Elmano de Freitas”.
Outras vagas da chapa governista seguem em negociação, como a posição de vice, atualmente ocupada por Jade Romero (MDB), e as duas indicações para o Senado Federal. Para o Senado, alguns nomes da base são cotados, dentre eles os deputados federais José Guimarães, Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB); além do presidente do Republicanos no Ceará, Chiquinho Feitosa. Líderes governistas, no entanto, não descartam um nome novo entre os indicados para disputar o Senado.
Elmano também busca o apoio da federação formada pelo União Brasil e Progressistas, com o deputado federal Moses Rodrigues (União) como possível candidato ao Senado pela base caso a aproximação se concretize. Há a possibilidade de Moses presidir a federação União-PP no Ceará. O ex-deputado federal Capitão Wagner, presidente estadual do União Brasil, afirma que o bloco será oposição no Estado. Ainda não há data publicizada para uma definição.
Em meio às movimentações dos partidos para as eleições, o nome do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) é ventilado como principal possibilidade de candidatura da oposição no Ceará. O tucano já teria, inclusive, comunicado a decisão de disputar a eleição para governador, em conversa deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), conforme apurou o colunista do O POVO, Guilherme Gonsalves.
Também Pela oposição, o senador Eduardo Girão (Novo) já teve pré-candidatura confirmada. O evento de lançamento, em novembro, foi marcado pela presença de líderes políticos da direita nacional, como a primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e outros parlamentares federais e estaduais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O momento acabou provocando uma cisão entre alas do bolsonarismo e Ciro, que negociavam apoio mútuo na disputa no Estado.
O Psol também anunciou candidatura própria para o cargo de governador e lançou o professor Jarir Pereira (Psol-CE) como pré-candidato. O movimento repercutiu dentro da sigla, que ocupa cargos na gestão federal e estadual e diverge sobre o apoio à reeleição do governador Elmano.
Colaborou Ana Rute Ramires