Neste ano, os eleitores brasileiros irão às urnas para votar para seis mandatos eletivos. Serão escolhidos presidente da República, governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Serão seis votos, a maior concentração existente no atual sistema político brasileiro. Eleições com tantos mandatos em disputa só se repetem a cada oito anos. As últimas foram em 2018. São as ocasiões em que são eleitos dois senadores por estado, e não apenas um, como ocorreu há quatro anos, em 2022. Essa particularidade exige mais atenção do eleitor e costuma tornar os pleitos mais imprevisíveis.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente ou governadores estaduais, está previsto para o dia 25 de outubro. Ao todo, pouco mais de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar.
Quais cargos estão em jogo
As eleições deste ano definirão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou que deverá tentar a reeleição e buscará o quarto mandato à frente do País.
Pela oposição, o senador Flávio Bolsonaro se lançou como pré-candidato e, além do "filho 01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), outros nomes são cotados, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O Senado Federal passará por renovação de dois terços das cadeiras e 54 dos 81 assentos serão alterados para os próximos oito anos. Cada estado elegerá os dois senadores mais votados, assim como os respectivos suplentes na mesma chapa.
No ano que vem, a data das posses dos candidatos mais votados será diferente. O presidente e vice-presidente eleitos assumirão os cargos no dia 5 de janeiro de 2027. Governadores e vice-governadores, no dia 6 de janeiro de 2027.
Prazos para os candidatos
Aqueles que desejam concorrer a algum dos cargos devem estar filiados a um partido e ter o nome aprovado na convenção partidária. As convenções estão previstas para ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, período em que as candidaturas são oficializadas.
A janela partidária, prazo para que os candidatos troquem de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária, ocorrerá entre março e abril.
Já aqueles que ocupam algum cargo no Executivo e buscam concorrer no pleito têm até seis meses antes da eleição, ou seja, 4 de abril de 2026, para deixar o posto e formalizar a desincompatibilização. A data é a mesma para estar filiado a partido político.
Prazos para os eleitores
Quem ainda não tirou o primeiro título de eleitor ou tem pendências com a Justiça Eleitoral tem até o dia 6 de maio para realizar os procedimentos, que podem ser feitos pela internet ou presencialmente.
Para quem trocou de município e deseja transferir o título de eleitor, o prazo é o mesmo. De acordo com o TSE, a transferência pode ser feita on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, ou de forma presencial em qualquer cartório eleitoral onde o eleitor pretende votar, podendo ser necessário agendamento prévio.
Para transferir o título, é necessário: ter passado pelo menos um ano desde o alistamento eleitoral ou da última transferência, comprovar vínculo mínimo de três meses com o novo município, estar em dias com a Justiça Eleitoral (caso haja multa, o débito deve ser quitado antes do pedido).
Campanha
A propaganda eleitoral terá início no dia 16 de agosto nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começará 35 dias antes da antevéspera da eleição, de acordo com o calendário oficial da Justiça Eleitoral. Em 2026, será em 28 de agosto