Herbet Gonçalves Santos tomará posse como novo procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) em solenidade, com a presença de autoridades, na próxima sexta-feira, 16 de janeiro. Mas ele já assumiu a função na terça-feira, 6. O momento ocorreu na 1ª sessão solene do Colégio de Procuradores de Justiça, no plenário dos órgãos colegiados da Procuradoria-Geral de Justiça do MPCE.
A sessão foi híbrida, tendo participantes e membros da instituição no plenário e outros presentes de forma virtual.
Após Herbet assinar o termo como novo procurador-geral de Justiça, o ex-comandante do MPCE, o promotor de justiça Haley de Carvalho Filho discursou desejando sucesso ao sucessor. Haley foi o mais votado na lista tríplice, mas o governador Elmano de Freitas (PT) nomeou Herbet, o segundo na eleição.
"No dia 30 de dezembro, vou abrir aqui um parênteses, recebi uma mensagem que pra mim eu tenho levado isso com muito fervor, que a gente deve olhar para trás com gratidão, deve olhar o alto com fé e deve olhar pra frente com esperança. Saio sereno e com o sentimento de dever cumprido", disse Haley.
Ao fazer sua fala, Herbet anunciou que fará um discurso mais aprofundado no dia 16, guardando as anotações e falando, em suas palavras, de coração, mas com recados importantes. Ele disse estar em uma missão de paz citando o período eleitoral interno do MPCE.
"Eu venho em missão de paz (...) Depois de um período eleitoral é natural que os ânimos fiquem um pouco mais acirrados e é da campanha eleitoral esse tipo de situação, mas após o período eleitoral eu digo sempre, é que não restam mais vencedores e nem vencidos, a instituição é uma só", declarou.
Prosseguiu: "A unidade institucional está acima de qualquer situação. É uma instituição muito eclética, plural. E a missão que eu assumo nesse momento é uma missão complexa".
Herbet Santos ressaltou que o MPCE deverá estar presente no enfrentamento ao crime organizado, o que deve ser uma das bandeiras à frente da Procuradoria-Geral de Justiça.
Ele também afirmou que pretende unir a instituição, esquecendo "grupos políticos" internos, e falou em "fragmentação" do Ministério Público.
"Vamos esquecer essa questão de grupos políticos dentro do Ministério Público. Todos nós temos as nossas preferências, as nossas amizades, afinidades, é natural que a gente se una em pequenos grupos com quem a gente tem afinidade, mas institucionalmente não podemos tratar o Ministério Público fatiado da forma que está. Fragmentado. Grupo A, B ou C. Ministério Público é um só. Vamos nos respeitar como instituição, acabar com essa fragmentação no Ministério Público e agir como um só corpo", afirmou.