O primeiro ato público de 2026 do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) ocorreu nesta segunda-feira, 12, no Paço Municipal. De acordo com o presidente da entidade, Eriston Ferreira, a manifestação teve o intuito de pressionar a retomada das negociações referentes à campanha salarial de 2026.
Os termos foram apresentados para a Prefeitura em novembro do ano passado. Ao fim do ato, os sindicatos presentes foram recebidos pelo coordenador de Articulação Política, Tibério Burlamaqui, que mediou uma ligação entre a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) e os representantes sindicais.
Segundo Eriston, a Prefeitura informou que até o dia 31 de janeiro apresentaria uma contraproposta aos sindicatos.
Em nota, a Sepog disse que analisa as propostas de reajuste salarial, "considerando as reivindicações dos servidores e a responsabilidade com a saúde fiscal do Município". "Na reunião, ficou acordado que, até o dia 31 de janeiro, será dada uma resposta aos pleitos. A pasta reforça que o diálogo com as representações dos servidores é permanente".
Além disso, a Sepog sinalizou, durante a reunião, que vem fazendo estudos de impacto financeiro da proposta apresentada pelas entidades sindicais. A pasta acrescentou que a contraproposta será discutida internamente entre o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), a Sepog e a Secretaria Municipal das Finanças (Sefin).
O Sindfort declarou que a pauta de reivindicações da campanha salarial foi entregue à Prefeitura ainda no dia 5 de novembro de 2025. Na entrega, a titular da Sepog, Carolina Monteiro, pediu para dar uma resposta às reivindicações das classes até 15 de dezembro. O ato desta segunda foi programado para ocorrer enquanto a gestão anunciava o Ciclo Carnavalesco de Fortaleza.
O secretário-geral do Sindifort, Augusto Monteiro, acrescentou que outras mobilizações estão previstas para os dias 17, 24 e 31 de janeiro e para o dia 7 de fevereiro, aos sábados de pré-carnaval. Segundo ele, as manifestações ocorrerão na Praia de Iracema, com uma tenda na avenida Raimundo Girão, na altura do Ideal Clube, para apresentar demandas à população.
Ao O POVO, Quintino Neto, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Ceará (Sindsaúde), reforçou a pauta do reajuste de 12,4%, mais os valores monetários equivalentes aos quatro primeiros meses de 2025 que não teriam recebido a devida correção.
“Nós queremos que tenhamos, em 2026, um reajuste digno ao conjunto de servidores. Um reajuste que tem a retroatividade devida, que é de janeiro, que é a data base. Ano passado o reajuste aconteceu, mas o retroativo foi apenas de maio para frente. A gente está aguardando que em 2026 venha (o reajuste) por parte do prefeito Evandro Leitão”, disse.
Já a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Ceará (Sasec), Naylma Maia, reiterou a luta pelo fim das cotas com somente duas consultas mensais no Instituto de Previdência do Município (IPM Saúde).
“Hoje os servidores têm direito a duas consultas mensais, muitas vezes a família tem vários componentes, mas são só duas consultas mensais. O que nós pleiteamos é que seja tirada a questão das cotas e que os servidores tenham direito a mais consultas mensais”, declarou.
"A Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) informa que está analisando propostas de reajuste salarial, considerando as reivindicações dos servidores e a responsabilidade com a saúde fiscal do Município.
Na manhã desta segunda-feira (12/1), uma comissão dos sindicatos foi recebida pelo secretário de Articulação Política, Tibério Burlamaqui. Na reunião, ficou acordado que, até o dia 31 de janeiro, será dada uma resposta aos pleitos. A pasta reforça que o diálogo com as representações dos servidores é permanente".