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Wellington César Lima e Silva é escolhido para chefiar Ministério da Justiça
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Wellington César Lima e Silva é escolhido para chefiar Ministério da Justiça

|Planalto| Presidente decidiu não recriar Ministério da Segurança Pública e estuda desenho para a pasta da Justiça
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O presidente Lula ao lado do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva (à direita) e do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto (esquerda) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Foto: Ricardo Stuckert/PR O presidente Lula ao lado do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva (à direita) e do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto (esquerda)

O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, foi escolhido para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles se reuniram nesta terça-feira, 13, no Palácio do Planalto.

É a 15.ª troca na Esplanada dos Ministérios desde 2023, início da atual gestão. Wellington César assume a pasta que era comandada por Ricardo Lewandowski, que deixou o governo no último dia 9 mencionando "limitações políticas, conjunturais e orçamentárias" em carta endereçada a Lula.

"Agradeço ao ex-ministro Ricardo Lewandowski pelo excelente trabalho e toda a sua dedicação na condução do Ministério da Justiça e Segurança Pública", disse Lula no X.

O desenho final do Ministério da Justiça e Segurança Pública não está fechado. A tendência é que continue como está, com um possível rearranjo interno que sinalize para uma política mais voltada ao combate ao crime organizado, mas sem que haja uma separação em dois ministérios. O petista quer a criação do Ministério da Segurança Pública condicionada a aprovação da PEC da Segurança Pública.

Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e do atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corriam por fora o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

O martelo foi batido em reunião com Lula na tarde desta terça-feira, 13. Por atuar na Petrobras, Wellington César fica no Rio de Janeiro, e foi chamado a Brasília para conversar com o presidente.

Wellington contou com o apoio de três figuras influentes do entorno do presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada.

Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington decidiu continuar no MP.

Possui mestrado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e integralizou os créditos do doutorado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Pablo de Olavide (Sevilha/Espanha), tendo atuado como professor de Direito Penal em cursos de graduação e pós-graduação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem entre suas competências a defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais. A pasta também atua no combate ao tráfico de drogas e a crimes conexos, inclusive por meio da recuperação de ativos que financiem essas atividades criminosas ou delas resultem, além da prevenção e repressão à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

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