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Acilon acompanha Cid e defende Júnior Mano para o Senado
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Acilon acompanha Cid e defende Júnior Mano para o Senado

|CE| Senado tem dito que não quer concorrer a reeleição
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Júnior Mano, Acilon Gonçalves, Dr. Júnior, Cid Gomes e João Campos em evento de filiação ao PSB (Foto: Aristides Grangeiro / Rodolfo Loepert (evento do PSB em 03/10/25))
Foto: Aristides Grangeiro / Rodolfo Loepert (evento do PSB em 03/10/25) Júnior Mano, Acilon Gonçalves, Dr. Júnior, Cid Gomes e João Campos em evento de filiação ao PSB

O ex-prefeito do Eusébio e pré-candidato a deputado federal Acilon Gonçalves (PSB) defendeu a pré-candidatura de Júnior Mano (PSB) ao Senado nas eleições de outubro de 2026. Acilon, que corre risco de inelegibilidade em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse acreditar na absolvição e que poderá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro.

Durante a posse do novo procurador-geral de Justiça, Herbet Santos, na última sexta-feira, 16, Acilon afirmou que o senador Cid Gomes (PSB) segue convicto na ideia de não concorrer à reeleição. "Na última reunião, o senador Cid reafirmou o desejo de não disputar e reafirmou a indicação da pré-candidatura a senador do deputado Júnior Mano", explicou.

Diferentemente de parte dos filiados ao PSB, que tentam convencer Cid a disputa a recondução ao cargo, Acilon defendeu Mano para a disputa por uma das cadeiras no Senado Federal. "O Júnior é um quadro novo que tem tudo para fazer um bom trabalho no Senado", afirmou ao O POVO.

Acilon responde a uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionada às eleições de 2022, quando presidia o Partido Liberal (PL) no Ceará. A chapa de deputados estaduais eleita pelo PL, além de Acilon por ser dirigente do partido à época, são acusados de fraude à cota de gênero.

Em sessão realizada em 27 de dezembro de 2025, o relator do caso, Antônio Carlos Ferreira, votou pela inelegibilidade por oito anos de Acilon Gonçalves e de Carlos Henrique Magalhães Ferreira (então secretário do PL). No voto, ele pede ainda a cassação dos mandatos dos deputados estaduais Carmelo Neto (PL) e Alcides Fernandes (PL).

Na sequência, o ministro Sebastião Reis pediu vistas (mais tempo para análise) e a sessão foi encerrada. Como o prazo regimentar para o pedido de vistas é de até 60 dias, a questão deve voltar à pauta nos próximos dias para a votação dos ministros.

Acilon disse confiar que não será impedido de disputar uma vaga para deputado federal. "Nós acreditamos que ao final de tudo teremos vitória da chapa e nada mudará", adiantou.

O ex-prefeito afirma que deve deixar a Secretaria de Educação do município para poder concorrer. "Eu sou pré-candidato deputado federal. Deverei me afastar da Secretaria de Educação para a gente pleitear essa disputa", disse. O prazo final para desincompatibilização é no início de abril.

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