O PDT no Ceará começou a projetar as eleições de outubro de 2026. Na última semana ocorreu uma reunião na sede da executiva estadual do partido, em Fortaleza. O encontro contou com os presidentes estadual e municipal do PDT, respectivamente, o deputado federal André Figueiredo e o secretário-executivo de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Iraguassú Filho.
Também participaram do encontro o deputado federal Mauro Filho, que é 1º vice-presidente do PDT Ceará e membros da executiva. Dentre as pautas, destacou-se o foco na montagem de uma chapa visando as próximas eleições. De acordo com Iraguassú, o partido busca conseguir três vagas na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
Quando o assunto é Câmara Federal, as discussões entram em um campo ainda de indefinições, dependendo do tamanho do apoio do governador Elmano de Freitas (PT) no pleito, além de negociações envolvendo filiações e desfiliações na sigla.
Iraguassú afirma que nomes fortes da política estadual, inclusive com mandato, têm procurado o partido trabalhista com a intenção de se filiar. As buscas se dão, sobretudo, em conversas com André Figueiredo e com o vereador de Fortaleza Gardel Rolim.
A janela partidária ocorre entre o início de março e abril. Ela é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes do pleito. Neste período, deputados federais, estaduais e distritais terão um mês para trocar de legendas sem risco de perder o mandato atual por infidelidade partidária.
Neste cenário, o PDT deve perder um vereador e quatro deputados estaduais com mandato. O quinteto deve acompanhar opositores aos governos petistas de Elmano e Evandro Leitão.
Alguns nomes da bancada federal também podem deixar o PDT. Licenciado para comandar a Secretaria de Educação de Fortaleza, Idilvan Alencar ainda não definiu se permanece no PDT ou desembarca no PSB, como vários colegas fizeram acompanhando o senador Cid Gomes (PSB).
Robério Monteiro é outro parlamentar da Câmara Federal que deve ir para sigla socialista. Já Eduardo Bismarck tem como provável destino o Podemos, presidido no Ceará pelo pai, Bismarck Maia. Mauro Filho, por sua vez, afirma não haver definição no momento sobre a permanência ou não no trabalhismo.