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Lia cobra lealdade de Camilo com aliados e diz que Ciro ainda é "referência" para irmãos
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Lia cobra lealdade de Camilo com aliados e diz que Ciro ainda é "referência" para irmãos

|CE| Secretária das Mulheres fez cobranças a petistas e projetou cenário eleitoral
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LIA Gomes (PSB), secretária estadual das Mulheres e deputada estadual licenciada (Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO)
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO LIA Gomes (PSB), secretária estadual das Mulheres e deputada estadual licenciada

A secretária estadual das Mulheres, Lia Ferreira Gomes (PSB), cobrou respeito e lealdade por parte do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e do Partido dos Trabalhadores (PT) com aliados políticos de longa data, ao comentar declarações e críticas recentes do irmão, o ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes (PSB), sobre Camilo e outros governistas.

As declarações de Lia ocorreram em participação no programa "Ivo Mil Grau", na última quinta-feira, 22. Questionada pelo apresentador se concordava com as alegações de Ivo, de que "Camilo é o rei sol" e que o "objetivo do Camilo é destruir o Cid Gomes", Lia fez algumas ponderações.

"Vejo que ele (Camilo) toma algumas atitudes que, por exemplo, o Cid cita muito que durante os governos dele o PT cresceu. Eu acho que tem que existir o mínimo de lealdade entre pessoas que são aliadas. Você pode buscar o crescimento do seu grupo, do seu partido, entre pessoas da oposição, não entre grupos de aliados. Eu acho que é nesse ponto que o PT, no geral, não estou falando nem só especificamente do Camilo, que existe esse desrespeito a um aliado", comentou.

A secretária estadual continuou a argumentação: "Não se trata um aliado com o devido respeito que exigiria, que deveria tratar uma pessoa que deu a mão, as oportunidades. Acho que o Cid merecia, ou não merece algumas coisas que vem sofrendo hoje em dia”, criticou sem dar mais detalhes.

A irmã de Ciro, Cid e Ivo Gomes foi questionada se acredita que Cid e Camilo seguirão caminhando juntos nas eleições deste ano, mas desconversou. Ela afirmou que o senador costuma tomar decisões de forma isolada, embora escute aliados.

“Ele conversava muito com o Ciro, mas obviamente no momento eles estão um pouco desgastados, digamos assim. Ele pensa, escuta as pessoas, mas na hora de decidir, ele toma as decisões sozinho, de maneira muito solitária”, explicou, dizendo se preocupar com o irmão. “Me preocupo com ele. Eu imagino que seja uma coisa muito desgastante”, afirmou, ponderando que Cid é desapegado ao poder.

Lia disse ser “muito admiradora dos três” irmãos ligados à política, mas admitiu que Ciro Gomes (PSDB) sempre foi a principal referência dos irmãos: “A nossa referência, até por ser a pessoa que iniciou, acho que para nós três, é o Ciro”.

Para Lia, Ciro é um “grande gestor, um grande administrador e um político estudioso”. Ela citou problemas estruturais do Brasil, afirmando que o País poderia estar em situação melhor diante das riquezas que possui. "Se o Ciro fosse presidente do país, com certeza a gente estaria em um momento diferente do que a gente está hoje", previu.

Hoje licenciada para comandar a Secretaria das Mulheres, Lia disse, por vezes, achar sem sentido a existência de uma bancada de deputados estaduais.

“Sendo bem sincera, às vezes parece que ser deputada estadual, existir essa bancada na Assembleia é uma coisa sem sentido, porque custa muito caro, tem uma estrutura gigante e a gente pode quase nada”, afirmou. Lembrando que qualquer projeto que gere custos ao Estado, mesmo que pequeno, só pode ser apresentado como projeto de indicação — o que classificou como “nada mais do que uma sugestão para o governador”.

Apesar das críticas, Lia afirmou que a intenção em 2026 é disputar a reeleição. "Eu quero me candidatar a deputada estadual e descobrir maneiras de fazer algumas coisas para além do nosso trabalho, que, pelo que expliquei aqui, não consegue ter tanto impacto na vida das pessoas", disse.

 

 

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