Desde o ano passado, a oposição no Ceará intensificou as articulações para organizar a chapa majoritária para as eleições de outubro de 2026. Desde então, alguns passos foram dados e, embora ainda não haja definição de quem ocupará as vagas, deputados estaduais aliados do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) dão como certo que ele será candidato a governador com apoio do bloco
contrário ao PT.
Nas últimas aparições públicas, Ciro tem se portado e falado como pré-candidato. Em uma das entrevistas coletivas que concedeu recentemente, chegou a afirmar que a chapa majoritária teria ele próprio, o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e o ex-deputado federal Capitão Wagner, ambos do União Brasil, e mais uma vaga senatoria a ser preenchida.
O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) foi enfático ao comentar o cenário e a nova postura pública
do ex-ministro.
Questionado pelo O POVO se o grupo teria algum plano B, caso Ciro assumisse outro papel, Mota disse: "Ciro Gomes é o alfabeto. É nosso plano de A a Z. Não temos plano B. Só temos um plano, que é a libertação do Ceará e a construção de um novo modelo político, embasado na experiência e no comprometimento de Ciro".
O deputado estadual Cláudio Pinho, que está em vias de sair do PDT, também seguiu a linha de que estaria tudo acertado para Ciro ser o nome da oposição nas urnas. "Deve ser nosso candidato. Está conversando bastante com políticos para chegar a uma conclusão, em breve, do lançamento da pré-candidatura (...) Acredito que já esteja tudo resolvido. Falo desde o início que o Ciro
seria o candidato. Falavam que não tínhamos nomes, mas eu falava que tínhamos dois, o Ciro e o RC, ainda no PDT", disse. (VM)