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Ato unificado mobiliza servidores em Fortaleza
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Ato unificado mobiliza servidores em Fortaleza

Mesa de negociação entre representantes dos servidores e Palácio da Abolição está previsa para ocorrer na próxima terça-feira, 10
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Servidores da Educação realizaram manifestação em Fortaleza (Foto: Marcelo Bloc/O POVO)
Foto: Marcelo Bloc/O POVO Servidores da Educação realizaram manifestação em Fortaleza

Na manhã desta quarta-feira, 4, centenas de servidores públicos e estudantes realizaram uma mobilização em Fortaleza para cobrar melhorias no financiamento da educação e valorização do serviço público. Após reunião com lideranças do governo Elmano de Freitas (PT) na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), uma mesa de negociação sobre as reivindicações ficou marcada para ser realizada na próxima terça-feira, 10, às 15h.

A caminhada iniciou na Praça da Imprensa e seguiu em caminhada até a Casa Legislativa, onde os manifestantes ocuparam um dos sentidos da avenida Pontes Vieira.

Pádua Araújo, coordenador geral do Mova-se e Fuaspec, esclareceu que houve progresso na articulação entre representantes sindicais e membros do Poder Legislativo para tratar do reajuste salarial do funcionalismo público. Segundo o coordenador, “ficou definido que o governador tem o interesse de resolver a questão do serviço público o mais urgentemente possível”.

O líder do governo na Alece, deputado estadual Guilherme Sampaio (PT), destacou que a reunião, agendada para a próxima terça-feira, terá o objetivo de aproveitar o acúmulo das discussões para acelerar o envio da mensagem de reajuste salarial de 2026 para a Assembleia Legislativa.

"Teremos a primeira reunião junto à Secretaria de Articulação Política, aproveitando o acúmulo do ano passado, na mesa de negociação para que nós possamos ter, o mais breve possível, a mensagem com o reajuste dos servidores de 2026 tramitando aqui na Assembleia Legislativa", afirmou o parlamentar. 

Para o professor Anízio Melo, presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), a presença maciça da categoria, mesmo diante do mau tempo, demonstra que a “educação é resistência”.

Ele enfatizou a necessidade de um debate profundo sobre o orçamento público, criticando a destinação de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, no Congresso Nacional, voltadas a obras de baixa qualidade, em vez de priorizar o piso salarial e as carreiras dos profissionais da educação.

Anízio destacou que a luta é unificada entre servidores e estudantes, visando garantir escolas dignas tanto na capital quanto no interior, pressionando prefeitos e o governo estadual por avanços concretos.

Veja vídeo da manifestação:

 

Mesa de negociação

Ao lado de onde ocorria a manifestação, lideranças do movimento eram recebidas em uma audiência com a deputada estadual Larissa Gaspar (PT), o líder do governo, deputado Guilherme Sampaio, e o presidente da Alece, o deputado Romeu Aldigueri (PSB).

Dentre os pontos debatidos no acordo, estão:

  • Piso salarial e carreira: garantia do piso para todos os profissionais com repercussão na carreira e pagamento retroativo a janeiro. O projeto de lei será encaminhado à Alece para oficialização.
  • Planejamento em local de livre escolha: 4 horas semanais de planejamento fora da unidade escolar.
  • Férias de 45 dias: reconhecimento do direito a 45 dias de férias, com implantação e pagamento correspondente a partir de 2027.
  • Promoções e retroativos: realização do processo de Promoção 2025 com pagamento em 2026. Outros valores retroativos pendentes continuarão sendo discutidos em mesa de negociação.
  • Professores temporários: equiparação da Parcela Variável de Redistribuição (PVR) dos professores temporários à dos efetivos em início de carreira.
  • Precatórios do Fundef: o governo comprometeu-se a atuar junto ao governo federal para antecipar o pagamento da quinta parcela dos precatórios ainda no primeiro semestre, o que deve injetar mais de R$ 300 milhões no setor.

 

Próximos passos

O movimento agora entra em uma fase de acompanhamento institucional e mobilização mantida. Entre os próximos passos definidos estão a criação de uma comissão, com participação do sindicato APEOC, para definir o cronograma.

 

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