Antônio Rueda (União Brasil-PE), presidente do União Brasil, foi escorregadio enquanto foi possível: prometeu mundos para um lado, fundos para o outro, mas a federação União Progressista bateu o martelo e vai estar com Ciro Gomes (PSDB-CE) e a oposição nas eleições. Os motivos principais são o alinhamento nacional com o bolsonarismo e as chances do grupo ter dois dos três maiores colégios eleitorais do Nordeste. Ciro Nogueira (PP-PI) quer fazer parte da chapa presidencial, enquanto Ciro Gomes e ACM Neto (União Brasil-BA) lideram pesquisas de intenção de voto.
A terça-feira, 3, foi recheada de encontros para selar o apoio. Rueda e Ciro Nogueira jantaram com Danilo Forte, Capitão Wagner e Ciro Gomes e bateram o martelo. Antes, porém, o encontro foi com os governistas Fernanda Pessoa, Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, que não não foram sozinhos à reunião. Cada um deles levou o pai para aumentar o poderio político da conversa. Roberto Pessoa, Oscar Rodrigues e Zezinho Albuquerque reforçaram o grupo e pressionaram por um acordo com os governistas.
Na mesa, uma vaga no Senado, que seria entregue a Moses, e a ampliação do número de deputados federais com os apoios do ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE) e do governador Elmano de Freitas. Ciro, o Nogueira, e Rueda, porém, rechaçaram a possibilidade: a ordem no UPb é ter um alinhamento anti-PT.
Eles também ponderam que as chances de Ciro Gomes e ACM Neto, rivais de petistas, são grandes. O primeiro tentará o Governo do Ceará, enquanto o segundo lidera as pesquisas na Bahia. Fazer alinhamento com o grupo governista no Ceará diminui as chances de Ciro e impacta no futuro de ACM Neto. Aliás, o neto de Antônio Carlos Magalhães foi crucial para o desembarque do União Progressista na oposição.
Por mais que o cenário tenha sido negativo para Moses Rodrigues, Fernanda Pessoa e AJ Albuquerque, eles não cogitam mudar de partido. “Se tivermos a autorização da Nacional, o que acredito que teremos, vamos apoiar a chapa do Elmano, independente de qualquer posição do Capitão Wagner”, cravou Fernanda. (Colaborou Maria Luiza Santos)