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O limite nos ataques que uma campanha tensa permite

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As campanhas de Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), agora candidato oficial à Presidência da República, precisarão de muito sangue-frio e uma precisão estratégica talvez nunca observada antes para a etapa da disputa pelo voto que os dois passam a protagonizar no novo momento que se inicia. Os dois frequentam um mesmo campo político e tem-se como natural que, nos próximos dias, ataques e contra-ataques aconteçam, restando aos estrategistas que dão o tom no ritmo dos dois lados que mantenham as ações dentro de um limite inteligente que não inviabilize conversas futuras, numa perspectiva de reencontro para um segundo turno.

 

Será impossível a Haddad crescer sem desviar para si votos que agora dirigem-se para Ciro, da mesma forma que o pedetista dificilmente conseguirá levar adiante os planos de ir à próxima etapa da disputa caso não conquiste eleitores que tendem a optar por aquele que Lula indicar como seu herdeiro natural, oficialmente fora que está. Parece complicado mas, creiam em mim, não chega a exigir esforço extraordinário de ambos que a briga seja mantida sob controle suficiente para não queimar pontes para o futuro. É evidente, porém, que no lado do PT a situação exigirá uma administração política um pouco mais delicada.

Ciro Gomes é o melhor nome de que dispõe o PDT para essa disputa em 2018. 

 

No caso do PT, ao contrário, o próprio Fernando Haddad tem consciência de que é a alternativa que as circunstâncias ofereceram diante da inviabilização de levar adiante a opção Lula, que, deve-se lembrar, sai da campanha como líder das pesquisas. A expectativa, com este quadro posto, é de que os petistas disponham-se a apanhar mais do que bater, absorvendo o golpe de estar no jogo sem fazer uso do que dispõem de melhor, como força eleitoral, para vencê-lo.

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