Reportagem

Camilo: Investimento em "capital humano" é a base do programa

Educação. Incentivo
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FORTALEZA, CE, BRASIL, 25-11-2019: Lançamento da Plantaforma para acelerar o crescimento econômico do Ceará. (Foto: Mauri Melo/O POVO). (Foto: MAURI MELO/O POVO)
Foto: MAURI MELO/O POVO FORTALEZA, CE, BRASIL, 25-11-2019: Lançamento da Plantaforma para acelerar o crescimento econômico do Ceará. (Foto: Mauri Melo/O POVO).

Além da plataforma econômica, o Ceará Veloz também projeta a formação de "capital humano". Em seu discurso, o governador Camilo Santana destacou que, para alcançar o desenvolvimento, o Estado precisa continuar investindo em educação, pesquisa, universidades, escolas profissionalizantes, porque quando uma empresa se instala ela quer mão de obra qualificada.

Por isso, para além da área econômica, durante o programa Ceará Veloz, foi assinado decreto instituindo o programa de otimização e simplificação do ambiente de negócios e que cria o comitê de governança da Plataforma, liderado pelas secretarias do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), do Turismo (Setur), do Desenvolvimento Agrário (SDA), da Cultura (Secult) e da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), mas envolvendo ainda mais 14 pastas e órgãos.

O governador explicou que a iniciativa de colocar outras secretarias além das voltadas à área econômica visa dar viés diferente ao trabalho na agregação de valor.

Camilo defendeu que o Governo seja eficiente, desburocratize processos, ágil na liberação de permissões - como licenças ambientais. "Estamos propondo aqui é que o Governo seja um estimulador
desse processo".

O investimento em tecnologia e inovação é uma das principais frentes. O titular da Secitece, Inácio Arruda, comenta que o investimento no Cinturão Digital - que leva internet aos órgãos públicos estaduais atendendo à implantação de projetos tecnológicos nas áreas de telefonia, TV digital, telemedicina, educação a distância, fiscalização de cargas e segurança pública - já devolveu em Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado o equivalente a mais de quatro vezes o seu valor, de R$ 68 milhões, em menos de cinco anos de operação.

"O Estado economiza e produz resposta as suas necessidades dentro do próprio sistema. Segurança pública, dados, saúde, educação, economia do mar, meio ambiente são algumas das áreas com programas que estamos
desenvolvendo", completa.

Para Carlos Prado, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), um dos representantes de setores presentes ao evento, as próximas gerações já colherão os bons frutos do que está sendo plantado. Ele ressalta que dificuldades do passado, com energia e educação, por exemplo, foram superados.

"O Ceará começou a encontrar um caminho para superar isso com a educação profissionalizante, em que o Estado já vem se destacando, que é o único meio de a gente conseguir que daqui a uma ou duas gerações esses jovens venham a compor um futuro brilhante para essa região, graças ao conhecimento", complementa.

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