Reportagem

Especialistas cobram acompanhamento mais rigoroso

Enem. Aplicação do exame
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Na análise de Sônia Cavalcante, presidente da Comissão de Educação e Cidadania da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), o Ministério da Educação (MEC) deveria ter mais cautela na aplicação e correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Tinha que ter uma fiscalização mais séria, aguçada para evitar esses transtornos. Isso é uma falha administrativa grave. Vemos com muita tristeza essas falhas em um concurso em que os alunos lutam tanto e esperam para ver realizado um sonho", defende.

Conforme a advogada, caso os participantes se sintam lesados por conta das falhas mesmo após a nova verificação, devem entrar com ação na Justiça. É um caso a ser estudado. "Temos que ver o que vão falar. Mas podem entrar com uma ação individual ou de forma coletiva. O mais cabível nessa situação seria uma ação civil de reparação de danos morais", explica.

Conforme Maria Helena de Aguiar Bravo, doutoranda da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP) e assistente de pesquisa da Fundação Carlos Chagas, o processo deveria ser melhor acompanhando. "Para um exame com essa importância social, falta acompanhamento e estrutura dentro do próprio Inep para que esse serviço seja acompanhado, garantindo a correção e o funcionamento de forma correta. A indicação é que o MEC tenha mais atenção a esse processo", critica.

Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), disse que espera aumentar a confiabilidade de correções com a implementação do Enem em formato digital, porque então não haverá mais o manuseio de provas físicas. Ele adiantou que, independentemente do caso da edição 2019 do Enem, o Inep já preparava a abertura de dois processos licitatórios para selecionar novamente gráficas para o Exame.

 

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