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Brasil tem segundo recorde consecutivo de óbitos; País é 6º do ranking mundial

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Nelson Teich, ex-ministro da Saúde, prestou depoimento na CPI da Pandemia (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Nelson Teich, ex-ministro da Saúde, prestou depoimento na CPI da Pandemia

O Brasil registrou 615 mortes decorrentes do novo coronavírus em 24 horas, segundo atualização feita pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira. É o segundo recorde consecutivo de óbitos. Diante do cenário, o ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu, pela primeira vez, a adoção de medidas de fechamento total de algumas cidades, com manutenção apenas de serviços essenciais.

O total oficial de vítimas do novo coronavírus no Brasil subiu de 7.921 para 8.536 ontem, conforme balanço do início da noite. Assim, o País ultrapassou a Bélgica (8.339 mortes) como o 6º país no ranking mundial de óbitos em decorrência da doença, segundo levantamento da Universidade John Hopkins.

Ainda ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a disseminação da doença estaria em queda e as pessoas tinham de voltar ao trabalho.

"Se você tiver uma situação onde você tem uma alta incidência da doença, uma infraestrutura baixa e vê a doença crescendo, vai buscar um distanciamento cada vez maior. Isso é o extremo da gravidade da situação", disse o ministro.

Teich reafirmou que cada local deve adotar a estratégia que for necessária e não medidas generalizadas. Ele disse que o ministério já concluiu sua "diretriz" para auxiliar municípios em tomada de decisão. Trata-se, na prática, de um modelo matemático com cinco níveis de situação, para que os gestores avaliem itens como incidência da doença, infraestrutura disponível, disponibilidade de recursos, ocupação de leitos, entre outros, para que se adotem medidas restritivas ou não de isolamento. (AE)

 

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