Reportagem

Brasil alcança 1.179 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas

Esta é a pior contagem diária desde o início da pandemia, deixando o País como o segundo com mais mortes em um dia, atrás apenas dos Estados Unidos
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GENERAL Eduardo Pazuello é o interino do Ministério da Saúde (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil GENERAL Eduardo Pazuello é o interino do Ministério da Saúde

O Brasil registrou 1.179 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, sua pior contagem diária desde o início da pandemia, que até agora deixou 17.971 falecidos no País, o mais afetado da América Latina, informou o Ministério da Saúde, ontem. É o segundo maior número de falecimentos em um dia no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

O balanço mais recente também revela que foram confirmados 17.408 novos casos em um dia, elevando o total de contágios a 271.628. Até hoje, o recorde do número de mortos em 24 horas tinha sido registrado em 12 de maio, com 881 mortos.

Estas cifras são questionadas por especialistas, que afirmam que os números reais podem ser até 15 vezes maiores, devido à elevada subnotificação pela falta de exames suficientes para testagens em larga escala.

O pico da pandemia no País está previsto para o início de junho. São Paulo, o estado mais rico e populoso do Brasil, é hoje o epicentro da pandemia, com 65.995 casos e 5.147 mortes. O Rio de Janeiro é o segundo estado com maior número de falecimentos (3.079) e o terceiro em contagiados (27.805).

Estados do Norte e do Nordeste, como Ceará, Amazonas e Pernambuco, atravessam momentos dramáticos com a propagação da doença, que asfixia seus sistemas de saúde. O Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de contágios, depois de Estados Unidos e Rússia.

Apesar do agravamento diário da crise sanitária, o presidente Jair Bolsonaro, que qualificou o novo coronavírus de uma "gripezinha", mantém uma campanha aberta contra as medidas de quarentena e isolamento social, implementadas em vários estados do País.

O presidente permanece em confronto com vários governadores e prefeitos que defendem o confinamento para conter a disseminação da Covid-19, assim como com representantes do Legislativo e do Judiciário.

O Supremo Tribunal Federal decidiu a favor do direito constitucional de autoridades estaduais e municipais de decidir medidas restritivas para enfrentar a crise sanitária.

No domingo passado, Bolsonaro voltou a participar de uma manifestação em Brasília, desafiando uma vez mais as recomendações de saúde contra as aglomerações.

Durante o ato, manifestantes gritaram palavras de ordem a favor da volta à normalidade e ao uso da cloroquina para tratar a infecção pelo novo coronavírus, algo que o próprio presidente defende, apesar de estudos científicos não balizarem a eficácia do medicamento antimalária contra a Covid-19. (AFP)

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