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Reportagem

OMS anuncia retomada de testes com hidroxicloroquina

|NOVO CORONAVÍRUS| Anúncio foi feito nesta quarta-feira, 3, pelo chefe da organização, Tedros Adhanom
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Mulher recebeu a técnica realizada com a hidroxicoloroquina, medicamento ineficaz contra o coronavírus que pode gerar reações adversas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). (Foto: Yuri Cortez/AFP)
Foto: Yuri Cortez/AFP Mulher recebeu a técnica realizada com a hidroxicoloroquina, medicamento ineficaz contra o coronavírus que pode gerar reações adversas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem, 3, que os testes clínicos com hidroxicloroquina serão retomados, após terem sido suspensos para uma revisão de segurança.

"Com base nos dados de mortalidade disponíveis, o grupo executivo informará aos principais pesquisadores que eles podem retomar os testes com hidroxicloroquina", na busca por um tratamento para a COVID-19, anunciou o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva.

Em 25 de maio, a autoridade sanitária mundial havia anunciado a suspensão dos testes, após a publicação de um estudo, na revista médica "The Lancet", que considerava ineficaz e nefasto o uso da cloroquina ou derivados, como a hidroxicloroquina, contra a Covid-19.

No fim de abril, a OMS lançou uma série de testes clínicos, em especial com a hidroxicloroquina, sob a denominação "Solidariedade", com o objetivo de buscar um tratamento eficaz contra a Covid-19.

A suspensão dos testes deveria facilitar à OMS a análise das informações disponíveis, e uma decisão era aguardada para meados de junho. A OMS divulgou suas conclusões antes do previsto, depois que a revista The Lancet se distanciou, ontem à noite, do estudo, embora tenha assinalado, em advertência formal, que continuam pendentes "dúvidas importantes" a respeito.

"Estamos, agora, muito confiantes em relação ao fato de não terem sido observadas diferenças na mortalidade", declarou hoje Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, em entrevista coletiva na sede da organização, em Genebra.

O grupo executivo do teste Solidariedade, que representa os países participantes, "recebeu esta recomendação e aprovou a continuação de todas as dimensões dos testes, inclusive com a hidroxicloroquina", assinalou Soumya.

Publicado em 22 de maio na The Lancet, o estudo se baseia em dados de 96 mil pacientes internados entre dezembro e abril em 671 hospitais e compara o estado daqueles que receberam o tratamento ao dos que não receberam. (AFP)

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