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Em manhã de chuva, movimentação no Centro diminui; aglomerações persistem

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FORTALEZA, CE, BRASIL, 11.06.2020: Fiscais da Agefis e agentes da prefeitura de Fortaleza realizam ação de fiscalização e conscientização nas ruas do centro.  (Fotos: Fabio Lima/O POVO) (Foto: Fabio Lima)
Foto: Fabio Lima FORTALEZA, CE, BRASIL, 11.06.2020: Fiscais da Agefis e agentes da prefeitura de Fortaleza realizam ação de fiscalização e conscientização nas ruas do centro. (Fotos: Fabio Lima/O POVO)

Em meio a uma quinta-feira chuvosa, a movimentação no Centro de Fortaleza foi menor em comparação aos dias anteriores. Além da chuva, as agências bancárias - focos de aglomeração desde o início do isolamento social - aderiram ao feriado de Corpus Christi. Mesmo assim, os dois fatores não impediram os fortalezenses de irem à Praça do Ferreira ou à Praça da Lagoinha, por exemplo.

Funcionários de lojas, clientes e até famílias completas, com pai, mãe e criança de colo, circulavam nos arredores da rua Floriano Peixoto. Ao mesmo tempo, pessoas em situação de rua tentavam se abrigar debaixo de tendas e em frente ao Cineteatro São Luiz. Desde o início da manhã, filas se formaram em frente às lojas, especialmente as que vendem por crediário ou tem sistemas de empréstimo financeiro.

Já próximo ao Shopping Metrô, as aglomerações se deram principalmente por conta de vendedores ambulantes em busca de realizar alguma venda. Nesse momento, ambulantes não estão permitidos a atuar; apenas vendedores informais já cadastrados pela Prefeitura e que vendam roupas ou calçados estão autorizados. De acordo com a Agefis, todos os ambulantes são dispersados em ações nos dois turnos. Os agentes também realizam trabalho educativo e distribuem máscaras de tecido e álcool em gel 70%. Em frente ao Beco da Poeira, uma multidão de pessoas também se aglomerava, mas não foi desmobilizada.

O órgão explica que todos os dias, desde as 7 horas, as equipes percorrem o Centro verificando se as lojas estão cumprindo o decreto. Os estabelecimentos só podem estar abertos das 10h às 16h. "A partir de 10h, a concentração começa a ficar maior e inicia o trabalho de distanciamento nas filas", comenta Anne Soraya Barreto, gerente de fiscalização da Agefis. De acordo com ela, muitas filas têm configurado aglomeração, sem o distanciamento mínimo requerido.

De acordo com a fiscal, as orientações dadas aos comerciantes e à população têm sido seguidas e que a movimentação em locais como a rua José de Avelino "está bem mais tranquila se for comparar com o dia a dia normal". A reportagem do O POVO observou ainda que a maioria dos transeuntes utiliza máscaras, mas alguns de maneira incorreta - abaixo do nariz e no queixo. O trânsito de veículos era notável, apesar de não causar engarrafamentos como no início da semana.

 

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