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Ex-ministro já foi condenado em pelo menos R$ 400 mil por ataques pessoais

Pode recorrer
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Entre sentenças na Justiça do Ceará ou em outros estados, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) já soma hoje condenações em pelo menos R$ 400 mil por ataques pessoais contra políticos. Em quase todos os casos, no entanto, Ciro ainda recorre e tenta reverter as indenizações.

O maior valor é de 2012, quando Ciro foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil ao ex-presidente da República e hoje senador Fernando Collor de Mello (Pros-AL). A ação teve como base entrevista de 1999, quando o ex-ministro rotulou Collor como "safado", "playboy sem vergonha" e o acusa de consumir cocaína. Nesse caso, não cabe recurso.

Na Justiça do Ceará, Ciro acumula ainda outras oito condenações por ataques pessoais. Ele recorre, no entanto, de todas as sentenças. Ao todo, seis dessas decisões ocorreram em ações movidas pelo ex-senador Eunício Oliveira (MDB), que somam, ao todo, indenizações de R$ 82 mil. Na eleição de 2014, o pedetista acusou o adversário diversas vezes de ter enriquecido através de "contratos malversados" com a Petrobras.

Ciro também foi condenado em R$ 20 mil por acusar, também em 2014, o deputado Capitão Wagner (Pros) de ser "chefe de milícias" na Polícia Militar do Ceará. Completam as condenações do pedetista na Justiça do Ceará acusações contra o empresário Carlos Gualter Lucena, irmão do ex-vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena (MDB).

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