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A renovação do caju

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O produtor Alexandre Sales conclui a primeira colhei de trigo neste mês de setembro e já planeja as próximas  (Foto: Arquivo Pessoal )
Foto: Arquivo Pessoal O produtor Alexandre Sales conclui a primeira colhei de trigo neste mês de setembro e já planeja as próximas

A tradicional cajucultura cearense se renova e ganha mais competitividade com tecnologia de irrigação para turbinar a produção, que agora leva de seis a oito meses, enquanto o modelo antigo tinha o ciclo produtivo de 60 a 90 dias, a depender da quadra chuvosa.

O aproveitamento da área plantada também é maior. Os cajueiros devem ter o limite de altura de dois metros, recebendo podas sistemáticas, tratos culturais e manejo de pragas e doenças.

Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria Tropical, Marlos Bezerra, entre as experiências de cajucultura de alto desempenho, está o cultivo irrigado por microgotejamento com produtividade de 3 mil kg de castanha por hectare (ha). Neste modelo, o rendimento bruto poderá superar R$ 27 mil/ha.

O produtor João Teixeira tem um projeto no município de Russas, microrregião do Baixo Jaguaribe, e explica que a produção de 100 plantas/ha passou para 840. São de 20 a 30 toneladas/ha.

"É uma revolução tecnológica na cultura. O projeto é altamente adensado com o maior número de plantas por hectare. É algo totalmente novo para o Nordeste, que tem apenas um produtor fazendo em Petrolina (PE)", explica.

"O caju antigo é gigante, da década de 1940. Há mais de 40 anos não existe o modelo dele irrigado. O que estamos fazendo é uma fruta mista, que irá para a mesa, indústria para a produção de sucos e será utilizada também a castanha. Tudo será aproveitado", detalha.

O caju é um dos produtos agrícolas mais representativos para a economia do Ceará, tendo a castanha no topo das exportações. Somente de janeiro a agosto deste ano, foram mais R$ 62 milhões em vendas para o Exterior.

 

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