Reportagem

Lockdown é prorrogado por mais uma semana em todo o Ceará

| RESTRIÇÕES | Isolamento rígido seguirá até 4 de abril. Na Capital, medida completará quase um mês desde que começou, em 5 de março. Governador sinalizou para reabertura em 5 de abril se tendência de estabilização continuar favorável
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ISOLAMENTO RÍGIDO começou em Fortaleza no dia 5 de março (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves ISOLAMENTO RÍGIDO começou em Fortaleza no dia 5 de março

O lockdown foi prorrogado no Ceará por mais uma semana. O chamado isolamento social rígido irá até 4 de abril, domingo da semana que vem. Com isso, Fortaleza completará quase um mês sob a vigência da determinação. Governador Camilo Santana (PT) projetou na noite de ontem, 26, que, se tendência favorável for mantida, reabertura gradual poderá ocorrer em 5 de abril. Mas isso dependerá de o comportamento dos indicadores seguir favorável.

O secretário da Saúde, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, disse que os números começam a apresentar "tendência de platô", ou seja, possibilidade de os dados estarem se estabilizando. Mas, essa tendência precisa ainda ser confirmada e intensificada.

A decisão de prorrogar o lockdown no Ceará foi tomada nesta sexta, após reunião do comitê científico. A live do governador chegou a sair do ar duas vezes antes do anúncio das medidas.

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Antes do anúncio, Camilo se reuniu com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e afirmou torcer para que o novo ministro represente mudança na condução do combate à pandemia pelo Governo Federal. Camilo disse ter tido boa impressão do novo ministro e das intenções dele.

Dr. Cabeto destacou que os resultados do lockdown já podem ser vistos nos indicadores de forma inicial. "A partir de quando começamos o isolamento, começamos a ter uma certa estabilidade nas emergências e UPAs. São poucos dias ainda, mas já mostra uma tendência de estabilização no número do pacientes atendidos. Ainda não é uma notícia definitiva. Tendência de platô, mas não vimos decréscimo ainda", explica. O secretária frisa que o número de pessoas internadas se mantém em patamar elevado.

Camilo Santana e Dr. Cabeto avaliam números da covid no Ceará
Camilo Santana e Dr. Cabeto avaliam números da covid no Ceará (Foto: REPRODUÇÃO)

"Completamos três semanas de isolamento social rígido em Fortaleza e duas semanas em todo o Estado. Está trazendo o efeito que se buscava, que é reduzir a transmissão e o número de casos", avalia Camilo. Apesar da perspectiva considerada positiva pelo governador, ele destaca que ainda há muitas incertezas. Por isso, o lockdown se mantém. Se a tendência continuar, comitê vai discutir ao longo da semana "uma previsão de retomada gradual das atividades não essenciais a partir do dia 5", disse o chefe do executivo estadual.

A 2ª onda da Covid-19 em curso no Estado apresenta maior número de novos casos e menor número de novos óbitos com relação à primeira. "Principalmente de janeiro para fevereiro, tivemos um grande acréscimo do número de casos. Temos cerca de 60% a mais de casos do que no evento anterior, em abril e maio do ano passado", detalhou o secretário da Saúde.

"Chegamos a subir lentamente e tivemos ascensão exponencial (de óbitos) em janeiro e fevereiro. Felizmente, bem menor do que o limiar anterior. Isso mostra que melhoramos a atenção e que a letalidade caiu", comparou Dr. Cabeto.

Camilo finalizou a transmissão reiterando o apelo para o cumprimento do isolamento social rígido e lamentou as mortes pela Covid-19 . "Estamos falando não é de números. São 300 mil mortes no Brasil. São 13.313 que perderam a vida no Ceará. São pessoas, vidas perdidas", acrescentou.

Regras do lockdown

O que pode funcionar?

Setores da indústria e da construção civil; órgãos de imprensa e meios de comunicação e telecomunicação em geral; serviços de call center; estabelecimentos médicos, odontológicos para serviços de emergência, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, clínicas de fisioterapia e de vacinação; serviços de "drive thru" em lanchonetes e estabelecimentos congêneres; lojas de conveniências de postos de combustíveis, vedado o atendimento a clientes para refeição no local; lojas de departamento com setores destinados à venda de alimentos; comércio de material de construção; empresas de serviços de manutenção de elevadores; correios; distribuidoras e revendedoras de água e gás; empresas da área de logística; distribuidores de energia elétrica, serviços de telecomunicações; segurança privada; postos de combustíveis; funerárias; estabelecimentos bancários; lotéricas; padarias, vedado o consumo interno; clínicas veterinárias; lojas de produtos para animais; lavanderias; supermercados/congêneres.

 

O que é proibido funcionar durante o lockdown no Ceará:

Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres, permitido exclusivamente o funcionamento por serviço de entrega, inclusive por aplicativo; templos, igrejas e demais instituições religiosas; museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado; academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares; lojas ou estabelecimentos do comércio ou que prestem serviços de natureza privada; shoppings, galeria/centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo supermercados, farmácias e locais que prestem serviços de saúde no interior dos referidos estabelecimentos; estabelecimentos de ensino para atividades presenciais, salvo em relação a atividades cujo ensino remoto seja inviável, quais sejam: treinamento para profissionais da saúde, aulas práticas e laboratoriais para concludentes do ensino superior, inclusive de internato, e atividades de berçário e da educação infantil para crianças de 0 a 3 anos; feiras e exposições; barracas de praia, lagoa, rio e piscina pública ou quaisquer outros locais de uso coletivo e que permitam a aglomeração; realização de festas ou qualquer evento, em ambiente aberto ou fechado, público ou privado; prática de atividades físicas individuais ou coletivas em espaços público ou privados abertos ao público, salvo quanto aos jogos profissionais de campeonatos de futebol de âmbito regional e nacional, desde que fechados ao público e atendidos os protocolos sanitários previamente estabelecidos.

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