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Decisão sobre lockdown é adiada para domingo próximo

| DECRETO | A dúvida do comitê que delibera sobre decreto é se a queda na transmissão é suficiente para que capacidade de internação não seja mais comprometida com a reabertura
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REUNIÃO do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia foi realizada ontem (Foto: Reprodução Facebook)
Foto: Reprodução Facebook REUNIÃO do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia foi realizada ontem

A principal dúvida do Governo Estadual para decidir pela reabertura ou prorrogação do lockdown se refere à pressão sobre a assistência hospitalar. O governador Camilo Santana (PT) anunciou ontem, 1º, o adiamento da decisão para o próximo domingo, 4. Já é possível observar redução de novos casos, o que indica redução da transmissão do vírus. Contudo, é preciso saber se essa redução é suficiente para que a assistência hospitalar não seja comprometida com a reabertura.

Na semana passado, ele havia sinalizado possibilidade de iniciar a reabertura gradual das atividades a partir de segunda-feira, 5, mas condicionada à continuidade da melhora dos indicadores. Em transmissão nas redes sociais, o governador afirmou que os números seguem tendência de estabilização, mas a situação segue preocupante, principalmente pelo número de internações.

O adiamento foi decidido "após uma longa reunião" do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia do Coronavírus. O grupo deve realizar nova deliberação ao final do próximo domingo. A determinação já começará a valer na segunda-feira, conforme o governador.

"Vamos avaliar os números nos próximos dias para tomar uma decisão com muita responsabilidade, com muita segurança e para que não haja retrocesso no Ceará", explicou. "Ainda estamos em um momento delicado porque ainda há uma pressão enorme no sistema de saúde, pela demanda de casos de Covid-19 por internamento", detalhou.

Conforme O POVO apurou, o comitê discutiu principalmente se a reabertura prevista para a próxima segunda seria precoce. Esse será o gatilho para a decisão. Além dos dados de assistência hospitalar, o grupo também se debruça sobre os dados epidemiológicos e as projeções de indicadores feitas para o Estado. Apesar de a redução da transmissão ser confirmada, a dúvida é se a queda é suficiente ou não, considerando a demanda por internação. A expectativa é que a redução se consolide nos próximos dias.

O número de óbitos naturalmente tem um atraso, demandando mais tempo até que seja possível apresentar redução em virtude do isolamento social rígido.

Entre a primeira e a segunda quinzena de março, o número de novos casos registrados reduziu 44,5%. Saindo de 56.761 para 31.447 confirmações em cada período, respectivamente. O número de mortes chegou a subir 13,3%, de 1.113 para 1.262 novos registros nos intervalos citados. A regulação estadual soma 964 pacientes com Covid-19 esperando por leitos de internação. Conforme o IntegraSUS, plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), o ocupação de leitos é de 92,98% nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e de 81,03% nas enfermarias.

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