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PSDB, PSD, Solidariedade e MDB já cogitam impeachment

Crise política. Após escalada
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Escalada autoritária de Jair Bolsonaro (sem partido) nos protestos de 7 de setembro podem acabar ampliando segmento de Centrão resistente ao presidente. Após os ataques de ontem, siglas como o PSDB, PSD, Solidariedade e o MDB já abriram discussão sobre um possível apoio a um dos processos de impeachment contra o presidente na Câmara dos Deputados.

Atualmente rachado entre defensores do governo e críticos, o PSDB já marcou reunião sobre o tema para hoje. O movimento chama a atenção pois é a primeira vez que a Executiva tucana é convocada para tratar do tema. Ao longo do dia de ontem, diversas lideranças da legenda se manifestaram a favor do impeachment de Bolsonaro.

"Foi um erro colocar Bolsonaro no poder, e é um erro mantê-lo lá", resumiu ontem o governador do Rio Grande do Sul e um dos pré-candidatos do partido à Presidência, Eduardo Leite. Já o governador de São Paulo, João Doria, se posicionou pela 1ª vez pelo impedimento. "Ele desafia a democracia e empareda a Suprema Corte brasileira".

Até a próxima semana, outros partidos devem debater possibilidade de ampliarem a defesa do impeachment. Até a noite de ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não tinha feito manifestação sobre o tema.

Líder-maior do PSD, Gilberto Kassab afirmou que o partido irá formar uma comissão para acompanhar os desdobramentos das manifestações de ontem. "Tivemos hoje a temperatura mais elevada, manifestações muito duras, acima do tom. Começam a surgir indicativos importantes, que podem justificar o impeachment", disse Kassab.

Já o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), afirma que o partido deverá encaminhar decisão sobre o tema até a próxima semana. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, ele disse que a estratégia é "aumentar a pressão para cima do Arthur Lira".

Presidente do MDB, o deputado Baleia Rossi (SP) também sugeriu resposta mais dura para Bolsonaro nas redes sociais, mas não chegou a citar diretamente um pedido de impeachment. "São inaceitáveis os ataques a qualquer um dos poderes constituídos". (Carlos Mazza/com Agência Estado)

Câmara

Atualmente, 124 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro aguardam análise do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)

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