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Reajuste reduz ganho dos motoristas de aplicativo
Reportagem

Reajuste reduz ganho dos motoristas de aplicativo

De 55% para 40%
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Motorista de transporte por aplicativo que trabalha com carro alugado deve ser o mais impactado (Foto: Fabio Lima)
Foto: Fabio Lima Motorista de transporte por aplicativo que trabalha com carro alugado deve ser o mais impactado

A partir de hoje, 11, com o reajuste dos preços da gasolina em 18,8% e do diesel em 24,9% anunciado pela Petrobras, a previsão é de que os combustíveis possam chegar na máxima de R$ 9 e de R$ 8 por litro, no Ceará, respectivamente. Com isso, a previsão é impactar o custo de trabalho dos motoristas e valores para os passageiros.

Sobre esta perspectiva, os primeiros impactados são os motoristas que rodam com carros alugados, sendo eles também os primeiros a abandonarem as plataformas, conforme detalhou o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Estado do Ceará (Amap), Rafael Keylon.

"Essa não é a primeira vez que acontece, ocorreu durante a pandemia e, também, quando a gasolina subiu para R$ 7 em Fortaleza. O segundo impacto vem para os passageiros, sem motoristas para rodar, as corridas vão ficar mais caras e somente quando tiver motorista para atender as demandas é que as pessoas poderão fazer essas corridas." 

Segundo ele, ao fim do dia, do montante ganhado cerca de 45% é destinado para o combustível usado e o lucro do motorista fica em torno de 55% do todo. Com o reajuste, o ganho do motorista cai para 40%, "gerando uma grande perda" no trabalho diário e o desgaste do trabalhador.

"Nossa perspectiva é que a gente volte ao tempo em que os passageiros viviam reclamando porque tentavam pedir um carro e não chegava ninguém, pois muitos motoristas não vão mais rodar e, aqueles que ficarão, vão escolher as corridas para que compense o valor da corrida equiparado ao valor do combustível", afirma o motorista. (Bruna Lira, especial para O POVO)

 

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