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Dentro do mercado, farmácias buscam igualdade
Reportagem

Dentro do mercado, farmácias buscam igualdade

Concorrência
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Tipo Notícia
Fortaleza-Ce, Brasil: Família Filizola proprietária da rede de Farmácia Santa Branca. Projeto Legados 2024. (Foto: Anderson Gama) (Foto: Anderson Gama)
Foto: Anderson Gama Fortaleza-Ce, Brasil: Família Filizola proprietária da rede de Farmácia Santa Branca. Projeto Legados 2024. (Foto: Anderson Gama)

A observação de quem está dentro do mercado farmacêutico é de uma necessidade de concorrência mais justa entre os portes de empresas do segmento, analisa Maurício Filizola, diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Produtos Farmacêuticos do Estado do Ceará (Sincofarma), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio).

O cenário é que as pequenas farmácias buscam alternativas para sobreviver à concorrência de grandes redes do varejo farmacêutico. Como opções nesta labuta, miram em agilidade, personalização e associativismo para trazer a eficácia para os pequenos negócios.

"A gente observa que as grandes redes, de certa forma, têm um diferencial por acordos de incentivo de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) que, muitas vezes, o pequeno e o médio não têm", destaca o também fundador da rede farmacêutica Grupo Santa Branca.

Maurício adianta que tem buscado o Governo do Estado, junto ao Sincofarma, para conseguir alternativas que viabilizem a situação de uma melhor competitividade dentro do próprio setor farmacêutico.

"Nós temos dialogado com o governo mostrando que esse mercado, muitas vezes, é muito mais composto pelas pequenas e médias empresas, e está sendo prejudicado por um ou dois grupos empresariais que acabam minando o mercado de uma forma competitiva que nós não achamos legal."

Outro ponto apresentado pelo empresário é a perspectiva para o mercado farmacêutico neste ano. O valor projetado é abaixo de 10%, que reflete a atualização de novas lojas quanto ao crescimento orgânico das próprias empresas.

"A cada ano que passa, mais pessoas estão utilizando medicamentos de controle para hipertensão, diabetes e outras diabetes que fazem o uso de uma frequência maior. Mas no dia a dia as medicações são vendidas de acordo com a demanda, como período de gripes, fora isso é a compra normal da população, mas não há uma variação acelerada como nós tivemos no período da Covid-19", complementa.

Para se ter ideia deste cenário dos pequenos, dados da Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma), entidade que representa as grandes, apontam que há cerca de 30 anos as lojas independentes representavam 80% do mercado. 

Segundo Sergio Mena Barreto, presidente da Abrafarma, as pequenas ainda são maioria das farmácias no Brasil, mas possuem apenas 18% da fatia do mercado. "Elas estão cada vez mais ficando menores, minguando e desaparecendo", diz, acrescentando o fator de haver um grande nível de concentração nas grandes redes. "O cliente encontra uma quantidade maior de itens, então uma farmácia independente trabalha com 8 mil itens, a farmácia de rede trabalha com 20 mil e o cliente quer fazer uma parada só e resolver a vida."

 

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