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Empresas despertam para o voluntariado pro bono
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Reportagem

Empresas despertam para o voluntariado pro bono

Gestão estratégica.
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O voluntariado corporativo é visto, muitas vezes, pelas pessoas e pelas empresas apenas como uma ação pontual em uma data comemorativa e sem ligação com a estratégia de negócios.

Porém, existem vários tipos de voluntariado, que vão desde as ações "mão na massa", onde um voluntário ajuda a pintar um muro ou plantar árvores, até formatos onde o voluntário apoia uma ONG em um desafio de gestão ou oferece formações para um determinado público, como jovens, informa Rodrigo Cavalcante, CEO da Phomenta.

"O voluntariado onde os colaboradores apoiam uma ONG em gestão tem se mostrado uma ferramenta estratégica, pois permite desenvolver habilidades dos funcionários, como empatia, liderança e trabalho em grupo, aumentar o senso de propósito ao ajudar uma causa e consequentemente seu engajamento. Também é uma ação que aproxima empresas e comunidades. Tudo isso, está diretamente conectado com o pilar Social do ESG", diz Cavalcante.

A última pesquisa "Voluntariado no Brasil", de 2021, mostrou que 34% dos brasileiros são voluntários ativos e quando o assunto são capitais, Fortaleza se destacou como a que possui a maior média de horas dedicadas mensalmente, 30 horas. A média geral nas demais capitais foi de 18 horas.

Cavalcante diz que o voluntariado pro bono, que é quando um profissional ou empresa destina horas de trabalho na área em que é remunerado para apoiar uma ONG, é uma prática muito difundida em algumas áreas, como jurídica e de marketing, e ainda muito concentrada no Sudeste.

"Porém, há um grande potencial de difusão e crescimento dessa modalidade de voluntariado no Ceará e em outras partes do País, beneficiando ONGs e a sociedade", diz.

O voluntariado pro bono começa com a identificação da causa e das regiões nas quais a empresa deseja atuar e gerar transformação. A partir daí, a Phomenta mapeia e seleciona organizações alinhadas com o propósito e define o desafio que os voluntários irão apoiar.

O CEO da Phomenta lista as vantagens para os colaboradores, a exemplo de um maior propósito com o trabalho, aumento do engajamento e desenvolvimento de habilidades que são muito demandas pelas empresas, porém, são dificilmente alcançadas por meio de palestras e formações teóricas.

Já para as empresas estão pontos como atração e fidelização de consumidores, além da retenção de talentos.

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