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"O médico me disse que o Parkinson não gosta de movimento, então me mexo"
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Reportagem

"O médico me disse que o Parkinson não gosta de movimento, então me mexo"

Mônica Mählmann
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Tipo Notícia
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Aos 55 anos, a professora Mônica Mählmann Muniz Miranda vive uma rotina marcada pela determinação de manter-se ativa e resiliente diante do diagnóstico de Parkinson, recebido em 21 de maio de 2016. A doença, que já se manifestava há pelo menos uma década, transformou sua vida de forma profunda — mas não diminuiu a vontade de viver plenamente.

Mônica relembra os primeiros sinais que chamaram sua atenção: "Eu não conseguia mais sambar, depois comecei a ter dificuldades para andar. Minha perna direita não obedecia aos meus comandos. Achei estranho e procurei um reumatologista. Foi ele quem recomendou um exame que indicou 'possível síndrome parkinsoniana'. Quando finalmente cheguei ao neurologista, ele confirmou: era Parkinson. E assim, sem pedir licença, essa doença entrou na minha vida."

As mudanças foram muitas. O diagnóstico trouxe desafios físicos e emocionais, como o medo de quedas e alterações de humor. No entanto, Mônica decidiu enfrentar a situação de forma proativa. "Desde agosto de 2016 faço parte da assessoria esportiva Vida em Forma, porque meu médico disse que o Parkinson não gosta de movimento. Então me mexo e tento não deixar espaço para ele na minha vida."

Além de se manter fisicamente ativa, com corrida e academia, Mônica faz sessões regulares de fonoaudiologia e psicoterapia, além de contar com o apoio da família. Ela também passou por tratamento e realizou uma cirurgia com o neurologista Flávio Belmino.

Para Mônica, compreender a complexidade do Parkinson é importante. "Há teorias de que ele pode ser influenciado por um histórico de tristeza, e acredito nisso. Mas, independente da causa, o que importa é como lidamos com a doença. Cada um tem sua história. Não é fácil, mas é possível levar uma vida normal dentro das nossas limitações."

Sua filosofia de vida é clara: não se deixar abater. "O Parkinson é uma doença neurodegenerativa, então novas manifestações sempre surgirão. Mas é importante não nos deixarmos dominar por essas mazelas. Continuo tentando, todos os dias, viver da melhor forma possível. É assim que encaro essa jornada."

A detecção precoce é a chave para ajudar a reduzir as complicações que podem encurtar a expectativa de vida do paciente com Parkinson, já que ainda não há cura para a doença. O controle dos sintomas é feito por meio de medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e exercícios físicos que melhoram a capacidade funcional.

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