De acordo com a Secretaria Municipal da Gestão Regional (Seger), o processo de limpeza dos canais é realizado durante os doze meses do ano. Pasta explica que é feito um mapeamento das áreas prioritárias da Capital, em parceria com a Defesa Civil.
Esse trabalho é iniciado em janeiro, conforme a Seger, quando são listados os canais situados em áreas de risco para alagamentos, que precisam de limpeza mais criteriosa.
Durante o primeiro semestre do ano, em especial no período de chuvas entre fevereiro e maio, canais que não estavam entre os prioritários, mas chegaram a transbordar, também entram na lista para limpeza profunda.
"No entorno desses canais são feitas sempre as limpezas das bocas de lobo, que dão acesso às águas das chuvas e que desentopem esses canais. Passam também pelos serviços de capina, varrição e limpeza do próprio canal, com a retirada de matéria orgânica ou de materiais inorgânicos, que são aqueles jogados pela população, como garrafas plásticas, isopores e colchões velhos", explica a coordenadora da limpeza pública de Fortaleza, Tereza de Paula.
Os canais onde a Defesa Civil sinaliza a necessidade de limpeza podem receber uma ou mais ações por ano, a depender do quadro específico de cada escoadouro.
Assim como Francisco, do Jardim América, a Seger também cita a participação da comunidade como parte essencial na limpeza dos canais. A pasta sinaliza que os canais só irão permanecer fora das condições de risco se forem cuidados pela população após a manutenção.
"(Os canais) não se poluem e não ficam sujos pela ação natural. É sempre pela ação do homem, pelo descarte incorreto de materiais, pelas sujeiras que são lançadas de maneira inadequada nesses recursos", complementa Tereza de Paula.
Em 4 de dezembro, chuva de 111mm causou 19 alagamentos em Fortaleza. Foi a primeira grande chuva da pré-estação, suficiente para transbordar os canais da Barra do Ceará e do Jardim América.