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Marcelo Soler fala sobre o teatro documentário em encontro virtual

Evento virtual expõe as múltiplas possibilidades da documentação em cena
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Marcelo Soler é diretor, 
arte-educador e pedagogo do teatro (Foto: André D'ugo)
Foto: André D'ugo Marcelo Soler é diretor, arte-educador e pedagogo do teatro

O uso de recortes documentais nos palcos proporcionam um novo olhar acerca da realidade tanto para os artistas, quanto para o público. Esta é a visão do diretor, arte-educador e pedagogo de teatro Marcelo Soler, um dos maiores pesquisadores brasileiros sobre teatro documentário. O profissional aborda os fundamentos da linguagem na live "Um caminho em Teatro Documentário: possibilidade de trabalho com viés artístico-pedagógico", realizada amanhã no canal no Youtube do Porto Iracema das Artes.

No encontro virtual , Marcelo apresenta as bases do processo de documentação e construção de cenas a partir do compartilhamento de experiências. "Vou apresentar o que seria o teatro documentário, trazendo as peculiaridades desse campo, dessa maneira de pensar e fazer teatro, partindo das encenações que eu fiz", explica. Ele usará exemplos das vivências como diretor da Cia. Teatro Documentário, de São Paulo, e da colaboração com outros grupos teatrais.

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O evento dá continuidade ao processo de imersão que o educador trilha há anos na área. "O que me interessa é pensar o que seria o teatro documentário, o que ele poderia contribuir para os envolvidos no processo", adianta. Entrar em contato com as diversas naturezas documentais afeta diretamente questões individuais e coletivas dos participantes.

"Quando você opta por uma proposta em teatro documentário, os envolvidos repensam a própria ideia de documento", esclarece. De acordo com o diretor, um dos maiores exercícios de cena é ampliar o entendimento da produção documental e traduzir este princípio para o público. "Mais do que trazer uma informação, é uma experiência para o espectador, essa é a força deste tipo de projeto", acrescenta.

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Marcelo pôde realizar este experimento cênico também por meio da tutoria do projeto "Chorume: laboratório em Teatro Documentário", da Companhia Ortaet, formada da cidade de Iguatu, no Ceará. A iniciativa busca compreender o aspecto social do bairro Chapadinha e a estrutura - física e política - do lixão a céu aberto no local.

O projeto "Chorume: laboratório em  teatro documentário" aborda o lixão de Iguatu
Foto: Daniel Macedo
O projeto "Chorume: laboratório em teatro documentário" aborda o lixão de Iguatu

O laboratório faz parte da atual edição do programa Lab Teatro, do Porto Iracema das Artes, e foi construído em cima de relatos dos catadores da região. "Os objetos servem como mote para falar sobre desmonte, o descarte, as peças servem para desconstruir e construir outras coisas", explica o ator da Ortaet, Cleilson Queiroz. A construção do projeto também será discutida no evento virtual.

"Um caminho em Teatro Documentário: possibilidade de trabalho com viés artístico pedagógico"

Onde: Youtube do Porto Iracema das Artes
Quando: sexta-feira,14, às 19h30min

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