Logo O POVO+
Morre Dalton Trevisan aos 99 anos
Vida & Arte

Morre Dalton Trevisan aos 99 anos

Autor de "O Vampiro de Curitiba" morreu na manhã de segunda-feira, 9
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
Escritor paranaense Dalton Trevisan fazia poucas aparições públicas; autor morreu aos 99 anos (Foto: Reprodução/Acervo Dalton Trevisan)
Foto: Reprodução/Acervo Dalton Trevisan Escritor paranaense Dalton Trevisan fazia poucas aparições públicas; autor morreu aos 99 anos

Morreu na segunda-feira, 9, o escritor paranaense Dalton Trevisan, considerado um dos principais contistas e autores brasileiros contemporâneos. A informação foi anunciada em seu perfil no Instagram. A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.

“Todo vampiro é imortal. Ou, ao menos, seu legado é”, disse a nota. Nascido em 1925, Dalton Jérson Trevisan tinha 99 anos. Entre seus títulos mais famosos está “O Vampiro de Curitiba”, de 1965. O livro de contos acabou “dando” seu apelido.

Dalton ganhou quatro vezes o Prêmio Jabuti (1960, 1965, 1995 e 2011), além do Prêmio Camões, o Troféu APCA e o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras. Entre as principais obras estão “A Polaquinha”, “Cemitério de Elefantes” e “Novelas nada Exemplares”.

Morre Dalton Trevisan: o escritor discreto, mas consagrado

Ao longo de sua trajetória, Dalton Trevisan também ficou conhecido por ser pouco afeito a entrevistas. Ele preferia manter sua privacidade e, por isso, fazia poucas aparições públicas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná lamentou a morte de Dalton e caracterizou o autor como um “mestre do conto que desvendou, como poucos, as complexidades e as angústias cotidianas da vida urbana”.

Além disso, o paranaense “retratou com crueza a solidão, os dilemas morais e as contradições da classe média, com um olhar atento para os excluídos e marginalizados”.

“Sua reclusão pública contrastava com a vivacidade de sua escrita, que permanece como um marco da literatura brasileira contemporânea. Dalton deixa um legado de rigor literário, criatividade e uma visão aguda e implacável sobre o ser humano", disse a secretaria.

O que você achou desse conteúdo?