Alan Neto
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

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Opinião

Sobrou receio, faltou ousadia e Ceará ficou no empate com o Arsenal

Arsenal de Sarandi, o uruguaio Jhonatan Candia (L) e o brasileiro Ceará Gabriel Dias disputam a bola durante a partida da fase de grupos do torneio de futebol da Copa Sul-Americana entre o Arsenal argentino e o Ceará do Brasil no estádio Julio Humberto Grondona em Buenos Aires, em 27 de abril de 2021. (Foto por RONALDO SCHEMIDT / AFP)
Arsenal de Sarandi, o uruguaio Jhonatan Candia (L) e o brasileiro Ceará Gabriel Dias disputam a bola durante a partida da fase de grupos do torneio de futebol da Copa Sul-Americana entre o Arsenal argentino e o Ceará do Brasil no estádio Julio Humberto Grondona em Buenos Aires, em 27 de abril de 2021. (Foto por RONALDO SCHEMIDT / AFP)

- FOSSE um time mais ousado, o Ceará teria vencido aquele jogo contra o Arsenal. O que faltou de ousadia, sobrou-lhe em receio. Técnico Guto Ferreira deixou-se levar muito por aquele papo de garra argentina, especialmente jogando em seus domínios, e tornou o Ceará mais receoso do que já é. Fosse o Arsenal de Sarandí um pouco melhor, teria pregado uma presepada no Alvinegro.

- ACONTECE que não é, por ser uma equipe fraca, como revela o demonstrativo do Campeonato Argentino, lá na últimas colocações. Não seria contra o Ceará que iria mudar a sua forma de ser, malgrado atuar em seus domínios. Não passaria daquilo que sempre foi, pois não se muda forma de ser apenas porque o rótulo das competições é trocada.

FREIO DE MÃO

- NÃO se muda o perfil de uma equipe apenas porque os ares são outros. O Ceará é um time certinho, de bons valores, bem posicionado, mas joga com a freio de mão permanentemente puxado, seja em Sarandí, ou em qualquer outro lugar. Lá, então, redobrou tais receios. Aqui, ali, um lance que levava perigo, quase sempre através do Vina, que voltou a jogar bem, e do destrambelhado colombiano Mendoza, com suas arrancadas, maioria das vezes inúteis. Mas tem quem goste...

- AS chances que apareceram quase sempre criadas por Vina, porque esperar pelo Vizeu é menos um. O que ele foi fazer em campo, até hoje não se sabe. E ainda tem quem levante a tese de que ele só é bom quando é lançado no meio do jogo. Só entra numa cabeça de vento. Trocá-lo por Saulo Mineiro de pouco adiantou e Jael, em fim de estrada, jamais será a solução.

- CONSIDERAR que o empate foi bom resultado, por jogar na casa do adversário, é outra tese muito semelhante a do pirulito na boca, à guisa (que palavra!) de consolo. Empatar fora ou dentro de casa leva apenas um ponto para os dois lados. Qual a vantagem nisso? Porque o outro jogo será no Castelão, aqui o Ceará dominará as ações e vencerá fácil? Ora, ora, façam-me cócegas.

- NÃO será no Castelão, ou fora, como aconteceu contra o fraco Arsenal, que o Guto mudará o estilo da sua equipe atuar. Precaver-se em primeiro lugar. Buscar a vitória, fica em segundo plano. Se acontecer, ótimo. Se não acontecer, o empate estará de bom tamanho. Onde já se viu isso?

- MIREM-SE na entrada do Oliveira no lugar do Naressi, que não merecia sair do time, porque é volante diferenciado, daquele tipo que sai para o jogo. Guto optou pelo Oliveira para resguardar mais a defesa, primeiro sinal de que entrou em campo com medo. Ou não estudou o adversário que iria enfrentar? Se estudou foi pouco.

CAVALO DA CHUVA

- GRUPO do Ceará é fraco, não mete tanto medo assim. Quem pode fazer algum barulho é o Bolívar, a exemplo do Alvinegro, um dos candidatos a ser o classificado deste grupo. Os demais são fracos. Wilstermann demonstrou isso e o Arsenal é do mesmo nível. O Ceará, ao enfrentá-lo, teve muito mais medo dele, por conta da fama dos argentinos.

- AGORA, esperar que o Guto mude sua forma de ser, retrato fiel do Ceará que dirige, podem tirar o cavalo da chuva. Sua grande vantagem é ter um time bem qualificado, mas ele não sabe explorar este filão.

- RESUMO da ópera. O Ceará deixou de ganhar três preciosos pontos por sua própria culpa, dominado pelo receio de ousar, somado ao medo de perder. Se é pensando assim, e todo penso é torto, o empate teve sabor de vitória. Pra quem mesmo, cara-pálida?

FULANOS & BELTRANOS

- CATA dali, procura dali, avaliando fulanos e beltranos, o Fortaleza ainda não encontrou um nome ideal para substituir o Enderson Moreira, enquanto o Brasileirão bate bem ali à porta.

- QUE tipo de técnico o Marcelo Paz está querendo? Sim, porque será dele, pessoal e intransferível, a decisão, porque é a ele que será cobrado se acertar ou não.

- ESTA indecisão na escolha é um prato cheio para os empresários de porta de clube, aqueles que ficam a peruar, enchendo a paciência pra vender suas mercadorias. O número de ofertas já passou dos 30 nomes. Neste rol, a maioria sem expressão.

- SE quiser um técnico caro e bom, que venha pra se impor, ao estilo do Ceni, não há outro nome melhor do que o Luxemburgo. Mas é caro, replicam os porta-vozes? Neste caso o ideal seria o barato e bom? Já não basta o Enderson Moreira, que saiu e deixou o estrago feito?

- ENQUANTO o tempo passa, o Fortaleza entra na disputa do Estadual sem a menor motivação, desenxabido e ultrapassado, mas a única coisa que lhe restou. Serviria, para que o próximo técnico, durante sua disputa, fizesse uma avaliação do elenco que ficou no Pici. Acorda, Paz!

RASTILHOS...

- ILUMINAÇÃO do estádio Grondona, do Arsenal, é péssima e o local acanhado. O PV dá de dez... /// RICHARD foi (quase) um mero expectador, enquanto o argentino Medina pegou todas...

 

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