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Movimentos dispersos na economia em 2026
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Jornalista, repórter especial do O POVO, tem mais de dez anos de experiência em jornalismo econômico

Movimentos dispersos na economia em 2026

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Brasília 25/11/2025 - O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/Agência Brasil (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil Brasília 25/11/2025 - O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/Agência Brasil

Janeiro de 2026 mostrou que o ano será de movimentos dispersos, com os principais agentes econômicos sofrendo pressões diversas, cujas consequências podem comprometer as possibilidades de se obter um desempenho positivo nos próximos 11 meses restantes. Como protagonistas dos últimos 31 dias estiveram o mercado financeiro e o Banco Central (BC).

Gabriel Galípolo, presidente do BC, capitaneou mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sem dar chances a tão esperada queda na taxa básica de juros. O rigor é entendido ao recordar que em 2026 haverá eleições estaduais e federais - pleitos nos quais a gastança pública sempre é maior e o crescimento da inflação assombra. Mantida a 15% - o mais elevado patamar em 20 anos -, a Selic só terá novas chances de retroceder em março.

Serão dois meses para que o BC atenue as críticas do setor produtivo e ainda administre a crise do caso Master, na qual teve a ação questionada pelas atitudes do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação interna deve comprovar o comportamento assertivo da instituição e elevar mais ainda a pressão sobre o STF.

Praticamente alheio à Selic e ao Master, o mercado financeiro cumpre a própria agenda - como de costume, aliás. Guerras mundiais, crises estruturais e pesquisas de intenção de voto para presidente foram apontadas por analistas como motivos da onda que levou a B3 - bolsa de valores brasileira - a inéditos 180 mil pontos e o dólar a menos de R$ 5,20 - menor valor nos últimos 20 meses. Mas a sensibilidade da mão invisível do mercado é elevadíssima e sujeita a novos fatores de risco.

No fim das contas, os juros elevados comprometem o ritmo dos investimentos e anulam a euforia do mercado, que sinaliza a chegada de mais recursos financeiros ao Brasil.

Para os próximos meses, o brasileiro precisa ficar atento à saída do ministro Fernando Haddad (Fazenda) - e outros tantos da área econômica para focar nas eleições - e à relação inflação x juros, além de Carnaval, Oscar, Copa do Mundo de Futebol e eleições. Vai ser um ano divertido, no mínimo.

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