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Quando o mercado importa
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Jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É editora digital de Economia do O POVO, onde começou em 2014. Atualmente, cursa MBA em Gestão de Negócios e está andamento de Certificação Internacional em Marketing Digital pela ESPM

Quando o mercado importa

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Tipo Opinião
Atentado à democracia não causou turbulência no mercado financeiro (Foto: SERGIO LIMA / AFP)
Foto: SERGIO LIMA / AFP Atentado à democracia não causou turbulência no mercado financeiro

O tão falado mercado impacta sim na economia real, principalmente no médio e longo prazos. Sentimos tanto a geração de emprego, renda, com os aportes gerados nas empresas, como o reflexo na inflação que tanto corrompe o poder de compra do brasileiro.

Mas um ponto importante que ainda precisa ser aprendido é a leitura desse mercado de capitais. Somos influenciados globalmente por diversas potências mundiais e também pelo que acontece internamente.

Um exemplo claro dessa dinâmica aconteceu ontem, um dia após os atos golpistas e terroristas em Brasília. A antidemocracia proposta poderia muito bem abalar a oscilação do dólar e da Bolsa brasileira. Mas não tiveram a força prevista para sucitar a instabilidade e ainda teve a comunidade internacional reagindo a favor da Democracia. Inclusive os presidente Lula e Biden se falaram ao telefone ontem, com convite de visita aos EUA.

Sobre os ataques, um dia para o outro foi tempo suficiente para que já víssemos no País medidas efetivas de prisões e combates aos atos de depredação e violência. Mas, ontem, o fator externo, com a piora nas bolsas norte-americanas também não pode ser descartado nas análises.

Vale lembrar ainda que são apenas 9 dias, sendo somente 6 úteis para já fazer previsões boas ou más de maneiras tão contundentes. Inclusive um bom acompanhamento para o leitor é o boletim Focus, que atualiza toda semana o que se chama de "perspectivas" econômicas.

Mas o mais prudente e justo com qualquer governo é fazer a análise dos 100 dias de mudanças para ter mais presivibilidade do que o mercado realmente "acha". E a expectativa maior não está no que os arruaceiros sem apoio efetivo possam fazer, mas nas reformas tributária, administrativa e mudança do arcabouço fiscal que o governo Lula pode promover.

Grupo Mateus

A dificuldade de acesso do Grupo Mateus em chegar a Fortaleza está acabando. Começaram por Tianguá, abriram Centro de Distribuição e foram crescendo. O mercado de atacado e varejo até tentou barrar, mas o Mix Mateus já está até divulgado mais de 100 vagas de emprego para o Mix Mateus em Maranguape. Estão fincando o primeiro estabelecimento do Grupo na Região Metropolitana e agora chegam mais perto da Capital.

Pecém

Entraram em operação neste ano três e-RTGs e o novo Superguindate - STS (Ship to Shore), que chegaram ao Pecém em agosto do ano passado. Agora estão em funcionamento no Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT). Foram adquiridos pela APM Terminals. Conforme a Cipp SA, os equipamentos elevaram a movimentação de contêineres para até 90 unidades por hora.

Inadimissível

Não há outra palavra para se referir aos atos de terrorismo vistos no domingo em Brasília e em outros pontos do País com o fechamento de estradas.

Os danos ao patrimônio público ainda estão sendo calculados, diante de tantos estragos.

Apenas uma obras, "As mulatas", de Di Cavalcanti, de R$ 8 milhões, levou sete facadas.

Não tinha como não se manifestar diante das atrocidades em Brasília. Durante o governo Bolsonaro, lembre-mos que muitas entidades foram omissas na Carta à Democracia.

Agora, seria inadimissível, assim como foram os atos, não ter a manifestação de todo o setor produtivo em peso e sendo literal pela Democracia.

 

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