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Governo Federal amplia participação no BNB em mais de 90%
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Jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É editora digital de Economia do O POVO, onde começou em 2014. Atualmente, cursa MBA em Gestão de Negócios e tem Certificação Internacional em Marketing Digital pela ESPM e DMI da Irlanda

Governo Federal amplia participação no BNB em mais de 90%

A União, que detinha 60.219.687 ações, ou 61,01% do capital total, agora passou para 90.425.255 ações e 91,61% do capital total
Tipo Opinião
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Fortaleza, CE, BR 24.05.16 - Centro Cultural BNB (Banco do Nordeste) (Fco Fontenele/O POVO) (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE Fortaleza, CE, BR 24.05.16 - Centro Cultural BNB (Banco do Nordeste) (Fco Fontenele/O POVO)

O Governo Federal aumentou significativamente a participação majoritária no Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNBBR3).

Essa alteração foi publicada na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, após a transferência de 30.205.568 ações ordinárias que pertenciam ao Fundo de Investimento FI Caixa FGeduc Multimercado para a União.

Com essa operação, a União, que detinha 60.219.687 ações, ou 61,01% do capital total, agora passou para 90.425.255 ações e 91,61% do capital total.

Aconteceu também com Banco da Amazônia (Basa). Na instituição de fomento, o governo passou a controlar 91,9% do capital social, por meio da mesma estratégia de transferência de ações ordinárias.

Lá, antes, o Fgeduc detinha 18,6%. Com a transferência, o fundo deixou de figurar na composição acionária do Basa e do BNB.

O passo reflete a consolidação absoluta do controle acionário e do poder de decisão da União nos bancos, embora este já fosse majoritariamente do Governo Federal.

Na prática, o aumento do valor de capital, com a injeção de novo recurso indo para o caixa do BNB e do Basa, amplia a capacidade de recurso financeiro e a consequente oferta de crédito nas regiões. A tendência é que, com mais dinheiro, as instituições saltem na participação das localidades debaixo de suas abrangências.

Para o economista e presidente da Academia Cearense de Economia (ACE), Sérgio Melo, os recursos são muito bem-vindos, porque o BNB, por exemplo, tem prazo de carência, geralmente de dois anos, e de pagamento do financiamento, indo de oito a dez anos, muito atrativos.

"O que permite ao tomador do crédito ter a possibilidade de, com esse recurso, desenvolver a sua atividade empresarial e ter a capacidade de geração de caixa para pagar o banco. Ou seja, as operações de longo prazo visam permitir às empresas sobretudo a implantação, a ampliação, e a modernização de projetos, que podem ser de médio e de longo prazos."

Não se trata aqui de projetos como o de capital de giro, de seis meses, quatro meses, seis meses, no máximo, de curto prazo.

Na prática, o especialista diz que o que avança para o governo é o maior resultado nos dividendos produzidos por esses dois bancos.

Se der R$ 1 bilhão de lucro ao fim de um exercício, 91% vão para o cofre do Tesouro Nacional. Já os minoritários, no lugar de terem 39% terem, agora possuem 9%.

"Isso não significa receber menos dividendos, porque ele vai ter uma participação menor de um banco maior. No momento em que o banco aumenta sua capacidade de geração de negócio, em que vai ter capitalização grande, ele vai operar mais, vai ter mais lucro. Esses 9%, que o mercado vai ter, pode ser que se assemelhe aos 39% que ele tinha antes", explica.

E, pela lei das SAs, quando se tem um aumento de capital, todos os acionistas têm direito de preferência.

"Então, em tese, o aumento de capital, numa companhia convencional é proporcional ao aumento de todo mundo, porque não se pode aumentar capital em detrimento de um ou outro acionista."

No caso de banco que tem participação do governo, como o BNB, não se tira o direito de preferência.

"O que pode acontecer é que, por ser de fomento, não há apelo do mercado investidor de comprar ações de instituições financeiras públicas, que têm foco muito mais no desenvolvimento regional, no auxílio e não no lucro. Então, buscar investimento particular não é muito fácil. O que deve ter ocorrido, e provavelmente ocorrerá, é que o aumento de capital alcance seu objetivo, porque os particulares não exercerão seu direito de preferência, não capitalizam o banco com esses recursos particulares, ao contrário de como o governo faz."

Procurado pela coluna, o BNB disse que somente ia se manifestar por meio do comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Conforme a apuração, a despeito dos ganhos com o aumento da participação da União, o grande problema do Banco do Nordeste para o mercado é a desburocratização do crédito, principalmente em relação a projetos de implantação industriais, agrícolas e de carcinicultura, sejam de grande monta ou menores.

Empregos

A Caravana do programa VaiVem Trabalhador estará hoje em Maracanaú. Haverá emissão do cartão VaiVem, com confecção e entrega imediata.

O cartão garante a gratuidade de deslocamento em transportes públicos na RMF. Serviços como seguro-desemprego, cadastro e encaminhamento para vagas e atendimento do programa Ceará Credi serão oferecidos. O evento será na avenida Yolanda Pontes Vidal Queiroz, nº 17, Jereissati I.

Pague Menos

Jonas Marques, presidente da rede de farmácias cearense Pague Menos, assume interinamente as funções de diretor vice-presidente de Marketing e Relacionamento com o Cliente.

O movimento se dá após o pedido de renúncia de Renato Camargo Nascimento Junior dessas atividades. Agora, Jonas Marques fica na posição até que o Conselho de Administração da companhia delibere definitivamente sobre a eleição de um novo titular para o cargo.

Brisanet

O processo de reorganização societária da Brisanet foi finalizado. Isso significa basicamente o fim da holding. Assim, a empresa chamada Brisanet Participações S.A., que era a controladora, deixou de existir juridicamente, sendo absorvida pela empresa operacional, a Brisanet Serviços de Telecomunicações S.A.

A Brisanet Serviços assumiu, de forma automática, os direitos, as obrigações e o patrimônio líquido da extinta. Não houve interrupção nos serviços ou contratos, apenas uma simplificação na estrutura da empresa.

Em relação à troca de ações, os acionistas que antes possuíam ações da Brisanet Participações tiveram sua base acionária migrada diretamente para a Companhia. Essa nova estrutura passou a ser a regra para fins contábeis e legais perante o mercado e órgãos reguladores.

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