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Colunista de política, o jornalista Carlos Mazza coordena o O POVO Dados, núcleo que trabalha com reportagens a partir de bancos de dados. Já foi repórter de Política e repórter especial do O POVO.

Carlos Mazza política

Fortalecido, PT mira não só Senado mas também vice

Tipo Análise
EVENTO selou a filiação ao PT de 12 prefeitos cearenses (Foto: FOTO: MATHEUS MACIEL/PT CEARÁ)
Foto: FOTO: MATHEUS MACIEL/PT CEARÁ EVENTO selou a filiação ao PT de 12 prefeitos cearenses

Fortalecido com a adesão de 12 novos prefeitos cearenses nesta quinta-feira, o PT do Ceará já sonha em emplacar uma "dobradinha" dentro da chapa majoritária do bloco de apoio ao governador Camilo Santana (PT) para a eleição deste ano. Agora consolidado como a segunda maior força política do Estado em número de prefeituras, o partido cresce na ambição de, além de lançar Camilo para a vaga do Senado Federal, também indicar o vice na chapa encabeçada por um nome indicado pelo PDT de Cid e Ciro Gomes (PDT).

Na tarde de ontem, diversas lideranças do petismo cearense confirmavam a ambição, chegando inclusive a ventilar alguns nomes para a vice. Entre eles, o nome mais citado era o do deputado federal José Guimarães (PT), que chegou a ser cotado para disputar o Senado ainda em 2014. Até mesmo o deputado José Airton Cirilo (PT), até então defensor radical de uma candidatura própria do partido para o governo, já passou a citar como aceitável a possibilidade de um "combo" com senador e vice na chapa.

"Evidente que esse ato, essas novas filiações, tornam o PT um dos partidos mais importantes e competitivos no Estado. Já era, mas agora nos tornamos a segunda força (...) Nós nos fortalecemos não só para protagonizar o projeto de avanço das conquistas no Ceará, mas, se porventura o PT não puder encabeçar a chapa, no mínimo o PT deve ter também a vice aqui no Estado", destaca José Airton.

 

José Guimarães é o nome mais citado para uma possível indicação a vice na chapa PT e PDT(Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE José Guimarães é o nome mais citado para uma possível indicação a vice na chapa PT e PDT

 

Novas adesões

O movimento de crescimento do PT, ao menos segundo líderes petistas, também não deve parar nas adesões de ontem. Segundo filiados ao partido ouvidos pela coluna, deverão ser anunciadas novas migrações para a sigla nas próximas semanas, incluindo deputados e novos prefeitos cearenses. Dois nomes praticamente dados como certos para ingressarem no partido são os dos deputados Augusta Brito (PCdoB) e Júlio César Filho (PDT), este último líder do governo Camilo Santana na Assembleia Legislativa.

Como fica o PSD?

A ambição do PT pela vice, no entanto, não surge por falta de gente de olho na vaga. Nos últimos meses, quem tem reivindicado abertamente esse espaço dentro da chapa governista é o ex-vice-governador Domingos Filho, líder maior do PSD no Ceará, pai do deputado federal Domingos Neto (PSD) e marido da prefeita de Tauá Patrícia Aguiar (PSD).

Até ontem, o partido de Domingos era a segunda força política do Estado, com 26 prefeitos. Com as filiações petistas de ontem, no entanto, a legenda foi ultrapassada com leve "folga" pelo PT, que passou a comandar 29 prefeituras do Estado. Resta saber, no entanto, como deverá ser a postura do grupo do PSD diante das novas reivindicações de petistas.

 

Deputado estadual André Fernandes esteve em Brasília e disse ter recebido uma garantia de Bolsonaro de que ele ficará com o comando do partido no Ceará(Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Deputado estadual André Fernandes esteve em Brasília e disse ter recebido uma garantia de Bolsonaro de que ele ficará com o comando do partido no Ceará

Jair Bolsonaro

Três prefeitos cearenses eleitos em 2020 pelo Partido Liberal (PL) confirmaram migração para os quadros do PT nesta quinta-feira, 13. As mudanças partidárias ocorrem pouco mais de um mês após o presidente Jair Bolsonaro se filiar ao PL. Ao todo, deixaram o partido de Bolsonaro os prefeitos de Cariús, Wilamar Palácio, Choró, Marcondes Jucá, e Santana do Acaraú, Francisco das Chagas Mendes - o Meu Deus. Com isso, o PL passou de ter 13 prefeitos no Ceará para dez.

As migrações são o 1º movimento de encolhimento do PL Ceará, partido até então da base de Camilo Santana (PT), após a chegada de Bolsonaro. Como o presidente tem atuado para evitar alianças do partido com siglas de esquerda na eleição deste ano, é possível que a legenda perca outros filiados que desejarem continuar na base de Camilo.

Atualmente, por exemplo, ainda não há definição sobre a permanência do atual presidente do PL, o prefeito de Eusébio Acilon Gonçalves, no partido. Líder de um bloco com seis prefeitos - cinco deles filiados ao PL - o gestor pode comandar uma debandada em massa da legenda caso perca o controle do partido para a oposição do bloco do PT e PDT.

Na última terça-feira, 11, o deputado estadual André Fernandes (PL) esteve em Brasília e disse ter recebido uma garantia de Bolsonaro de que ele ficará com o comando do partido no Ceará. A mudança, no entanto, ainda seria objeto de uma articulação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, junto ao grupo de Acilon Gonçalves.

 

 

 

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