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Camilo ri após Moro reivindicar queda de homicídios no Ceará: "Vou nem comentar"
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O jornalista Carlos Mazza já foi repórter de Política, repórter investigativo, coordenou o núcleo de jornalismo de dados do O POVO e atualmente é colunista de Política

Carlos Mazza política

Camilo ri após Moro reivindicar queda de homicídios no Ceará: "Vou nem comentar"

"A gente sabe que isso não existe", disse o governador; em viagem ao Ceará, Moro disse que queda de 50% dos homicídios em 2019 teve relação com seu trabalho na pasta
FORTALEZA,CE, BRASIL, 10.02.2022:Camilo Santana, governador do Ceará, juntamente com os ex-governadores, Tasso Jereissati, cid Gomes e Ciro Gomes, participam de  inauguração da 2ª expansão do Porto do Pecém .   (Fotos: Fabio Lima/O POVO). (Foto: FABIO LIMA)
Foto: FABIO LIMA FORTALEZA,CE, BRASIL, 10.02.2022:Camilo Santana, governador do Ceará, juntamente com os ex-governadores, Tasso Jereissati, cid Gomes e Ciro Gomes, participam de inauguração da 2ª expansão do Porto do Pecém . (Fotos: Fabio Lima/O POVO).

Questionado nesta quinta-feira, 10, sobre recente fala de Sergio Moro (Podemos) onde o ex-ministro reivindicou parte da queda de homicídios registrada no Ceará em 2019, o governador Camilo Santana (PT) apenas riu.

“Não vou nem comentar”, disse o governador, durante evento com ex-governadores no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Questionado sobre a recusa, Camilo destacou: “Porque a gente sabe que isso não existe”, disse.

Em evento com empresários cearenses na última terça-feira, 8, Moro destacou que a redução de homicídios no Estado foi, entre outros fatores, fruto de sua gestão como ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL).

Em 2019, o Ceará teve a maior queda de homicídios da década, com 50% de redução nas mortes provocadas por crimes violentos, que passaram de 4.518 casos em 2018 para 2.257 em 2019. Moro permaneceu à frente do Ministério da Justiça e da Segurança Pública entre 1º de janeiro de 2019 – início do governo Bolsonaro – a 24 de abril de 2020.

Para Moro, a queda teve relação direta com diversas ações da pasta. “Quando teve a crise de segurança no Ceará e o governador pediu socorro, a gente agiu rapidamente, mandou a Força Nacional de Segurança. Mandamos também uma força de intervenção penitenciária, ajudando a arrumar os presídios. Mandamos fazer uma reestruturação da Polícia Rodoviária Federal, transferimos lideranças para presídios federais”, diz.

“Foi tudo resultado da atuação do Ministério da Justiça? Não. Mas tenho certeza que essa articulação (conduzida pela pasta) contribuiu para essa queda (...) “e a gente teve resultado. E, em 2019, o Ceará teve uma queda abrupta dos indicadores criminais”, diz. Em campanha para presidente, Moro promete, caso eleito, continuar ações de combate á violência, em especial com combate ao crime organizado.

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