Sarto "tolerância zero" e sem levar desaforo pra casa
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Escreve sobre política, seus bastidores e desdobramentos na vida do cidadão comum. Já foi repórter de Política, editor-adjunto da área, editor-executivo de Cotidiano, editor-executivo do O POVO Online e coordenador de conteúdo digital. Atualmente é editor-chefe de Política e colunista
Sarto "tolerância zero" e sem levar desaforo pra casa
Prefeito assume a iniciativa e adota atitude agressiva sobre as críticas de adversários
Foto: FERNANDA BARROS
SARTO em inauguração no Conjunto Esperança
O prefeito José Sarto (PDT) parece ter adotado a postura de não deixar adversários sem resposta. Com decisão de assumir a iniciativa e adotar atitude agressiva, o pré-candidato à reeleição reagiu, no fim de semana, a vídeo publicado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PT). Na quarta-feira, 15, respondeu de forma dura ao ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil).
Como atual ocupante do cargo, Sarto tende a ser alvo dos adversários. Embora haja uma tendência à oposição, no campo conservador, mirar preferencialmente em Evandro, petista e candidato apoiado pelo governador Elmano de Freitas (PT) e pelo presidente Lula (PT).
Caso siga com a postura de não deixar sem resposta as críticas à gestão, o prefeito pode ter muito trabalho, mas, ao mesmo tempo, ocupar ainda mais protagonismo no debate eleitoral.
O plano de Evandro
Eudoro Santana foi escolhido por Evandro Leitão (PT) para ser o coordenador-geral do programa de governo na campanha a prefeito de Fortaleza. Guilherme Sampaio (PT) será o coordenador-executivo. Eudoro é presidente do PSB no Ceará. Guilherme preside o PT em Fortaleza. Eudoro é o responsável pela formulação dos planos de governo do campo governista cearense há mais de uma década. Em 2014, cumpriu o mesmo papel da campanha a governador do filho, o hoje ministro Camilo Santana (PT). Em 2020, coordenou o programa do hoje prefeito Sarto.
As razões do jornalismo
Para que serve o jornalismo? Há algumas respostas a essa pergunta. A maioria está relacionada à ideia de vida em comunidade. O jornalismo existe para contar histórias e informar sobre aquilo que diz respeito a todos ou a muitos de nós. Deve ajudar a interpretar o mundo e os acontecimentos, registrar a memória coletiva, trazer a memória de outros tempos. Precisa servir a essa comunidade. Tem missão de expor a pluralidade de que é composta a sociedade. É papel do jornalismo defender os interesses coletivos e mobilizar o público em torno de causas e bandeiras. O jornalismo é ainda responsável por fiscalizar o poder e as políticas públicas. Muitas vezes, o público aponta que são muitas as más notícias. Isso é verdade na maioria das vezes. Não precisa ser sempre assim, mas mostrar o que está errado é uma das missões fundamentais desse ofício. Muitas vezes não é gratificante. Não é em todas as ocasiões que se consegue resposta para os problemas expostos. E não precisa ser uma frustração. Ainda estudante, ouvi de um experimentado colega que o jornalista precisa querer mudar o mundo. Pode não conseguir, mas a vontade precisa estar lá.
Mas, obviamente, é revigorante quando o jornalismo ajuda a mudar as coisas para melhor. Na quarta-feira, o prefeito Sarto anunciou 52 novos ônibus em circulação em Fortaleza. Duas semanas antes, O POVOpublicou reportagem de Kleber Carvalho, que expôs que metade das linhas teve redução do número de viagens. Principalmente nos bairros periféricos. Houve reduções de até 47%. O resultado:coletivos que demoram mais e ficam mais lotados.
O trabalho de Kleber Carvalho foi metódico, minucioso, exaustivo e primoroso — não existe bom jornalismo sem transpiração. Provocou cobrança do Ministério Público e teve resposta da Prefeitura. Quando o jornalismo bem feito consegue expor de forma tão evidente a capacidade transformadora, de modo tão presente na vida das pessoas — até as que nem sabem que a reportagem existiu — é um canal de reencontro com a missão e a razão de ser do nosso ganha-pão.
Mas, como Sherazade nas Mil e uma noites, o jornalismo precisa seguir a contar histórias. O jornal de amanhã não é feito dos louros do jornal de ontem. A tarefa de agora é cobrar o que foi prometido, conferir o impacto real para as pessoas e continuar a fiscalizar.
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