Escreve sobre política, seus bastidores e desdobramentos na vida do cidadão comum. Já foi repórter de Política, editor-adjunto da área, editor-executivo de Cotidiano, editor-executivo do O POVO Online e coordenador de conteúdo digital. Atualmente é editor-chefe de Política e colunista
Foto: Victor Jucá/Divulgação
O Agente Secreto venceu o Globo de Ouro em duas categorias
A premiação de O Agente Secreto no Globo de Ouro trouxe de volta o discurso monocórdico de nove entre dez reacionários brasileiros sobre cultura: as críticas à Lei Rouanet. A legislação merece e recebe questionamentos bem embasados e justificados. Raramente elas estão nas desinformadas caixas de comentários das redes sociais. Trata-se a lei como se fosse coisa do PT e da esquerda. Foi iniciativa do governo Fernando Collor, quando a cultura estava sob comando de Sérgio Paulo Rouanet. E não é o poder público que escolhe para onde vai o dinheiro.
A Lei Rouanet permite a produções artísticas, mediante determinados critérios, captarem recursos da iniciativa privada. Pessoas e empresas podem destinar parcela do imposto de renda ao financiamento de determinados bens culturais. Cabe ao governo definir quem está apto a captar financiamento por meio da lei e quanto pode receber. A partir daí, o artista ou produtor precisa sair a campo e convencer pessoas jurídicas ou físicas a direcionarem fatia de seus impostos àquela iniciativa. A decisão não é estatal.
Espantalho
A lei tem problemas, mas, no debate ideológico, ela é usada como um fantasma, um espantalho por gente que não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe como o dispositivo funciona. A função instrumental é atacar artistas e o meio cultural quando proferem opiniões que desagradam. Usam o estandarte “Lei Rouanet” sem precisar pensar. Vale para a cultura assim como, na educação, fala-se em Paulo Freire. Muita gente diz que o pensador da pedagogia prejudica a formação das crianças, que as escolas estão ruins por isso e aquilo. Mas a parte talvez mais famosa das ideias do autor, o chamado Método Paulo Freire, trata da educação de adultos.
Ditaduras lá e cá
O PT é cobrado, com razão, pelas relações com governos ditatoriais. Mas é curioso como críticos na direita nacional são simpatizantes da ditadura brasileira e se incomodam com filmes que exploram o tema. Jair Bolsonaro (PL) se projetou como defensor de ditadores e torturadores. Os que estavam aqui mesmo ao nosso lado.
A questão não parece ser democracia ou autoritarismo, mas direita e esquerda.
Dos males…
O Ceará terá um 1º de março agitado eleitoralmente. Haverá eleições suplementares em Choró, no Sertão Central; em Potiretama, na região jaguaribana, e em Senador Sá, na Zona Norte. Um domingo que promete.
Os três municípios tiveram prefeitos cassados. O de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), está foragido há mais de ano. O de Potiretama, Luan Dantas (Progressistas), está preso. O que deixa Bel Júnior (Progressistas), de Senador Sá, até no lucro. Só perdeu o mandato.
Sucessão
No ano passado, já houve eleição suplementar em Santa Quitéria. Após a cassação de Braguinha (PSB), acusado de contratar facção criminosa para ameaçar adversários, foi eleito o filho dele, Joel Barroso (PSB).
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