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A segurança pública no governo de Lula
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Escreve sobre política, seus bastidores e desdobramentos na vida do cidadão comum. Já foi repórter de Política, editor-adjunto da área, editor-executivo de Cotidiano, editor-executivo do O POVO Online e coordenador de conteúdo digital. Atualmente é editor-chefe de Política e colunista

Érico Firmo política

A segurança pública no governo de Lula

Faz sentido haver um ministério específico para a segurança pública, mas o momento de criar não é o último ano de mandato
Tipo Opinião
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Wellington Cesar Lima e Silva na primeira vez em que foi ministro da justiça (Foto: ANDRESSA ANHOLETE/AFP)
Foto: ANDRESSA ANHOLETE/AFP Wellington Cesar Lima e Silva na primeira vez em que foi ministro da justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O cearense Camilo Santana (PT), hoje ministro da Educação, chegou a ser cogitado para a função, como uma opção mais política. Lima e Silva tem padrinhos fortes no PT da Bahia, mas não é um nome que se destaque pela força política. Já teve passagem pelo cargo quando Dilma Rousseff (PT) era presidente, depois que José Eduardo Cardoso saiu. Mas quem lembra?

Lula ainda desistiu de dividir o ministério, com a criação de uma pasta só para Segurança Pública. Pessoas próximas ao presidente defendiam a ideia. É possível que ocorra em caso de reeleição, em um segundo governo. A decisão foi prudente. O governo está no último ano. Não é hora de criar toda uma nova estrutura no governo, ainda mais uma tão importante. Alterar o desenho agora serviria ou para criar mais cargos — sempre haverá quem queira — ou dar o atestado de erro na composição inicial do formato administrativo. Fazer tardiamente algo que deveria ter ocorrido antes.

Faz sentido uma área tão importante, e hoje crítica, ter uma pasta própria. Mas no último ano de gestão? O momento é de finalizar o que vem em andamento. Criar órgão a esta altura é jogar para a plateia e encenar uma prioridade que não terá como ser entregue à população.

O fato de criar uma estrutura específica não significa que uma área é prioridade, mas ajuda. O que mostra a relevância mesmo é o orçamento, a força e a orientação política. Quando Michel Temer (MDB) era presidente, já houve um Ministério da Segurança Pública. Camilo Santana na época era governador do Ceará e foi a favor. Não mudou grande coisa, mas foi pouco tempo.

A pressão pelo ITA

A presidente do Fundo Nacional da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, ministrou a aula inaugural para as turmas IME/ITA no Colégio Farias Brito. Ela falou sobre a instalação de campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza. Na ocasião, Tales de Sá Cavalcante, diretor-geral da Organização Educacional Farias Brito e presidente da Academia Cearense de Letras (ACL), narrou um episódio que envolve educação e política.

Ele contou que estava em um evento social. Em dado momento, na roda estavam os governadores do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Estavam ainda o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), o ministro da Defesa, José Múcio. E também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os encaminhamentos para a instalação do ITA no Ceará estavam se iniciando.

A governadora pernambucana perguntou a Lula, então, por que o campus seria no Ceará e não em Pernambuco, que é a terra dele. Ainda conforme o relato de Tales, o presidente da República respondeu que não será em Pernambuco porque o Estado não tem os índices de aprovação no ITA que o Ceará possui.

Venezuela debatida na UFC

A situação da Venezuela após a invasão para levar Nicolás Maduro para os Estados Unidos, e as implicações dessa situação para a região, serão discutidas nesta quarta-feira, 14, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Participarão os professores Clayton Cunha, da UFC, e Fidel Flores, da Universidade de Brasília (UnB). O debate ocorre das 17 às 19 horas, no auditório Luís de Gonzaga, do Departamento de Ciências Sociais, na avenida da Universidade, 2995, 1º andar. A realização é do Programa de Educação Tutorial (PET) das Ciências Sociais em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia.

Errei

Na coluna de sábado passado, escrevi que Vitor Valim perdeu a reeleição para Naumi Amorim (PSD), mas o ex-prefeito de Caucaia nem candidato foi. Apoiou Waldemir Catanho (PT), este sim derrotado por Naumi no segundo turno. Perdão pelo lapso.

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