Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO
Marcelo Paz, hoje diretor de futebol do Corinthians
O Fortaleza já realizou, apenas na atual janela de transferência, R$ 74,2 milhões com as vendas de direitos econômicos de cinco atletas: Amorim (R$ 17.6 milhões), Brenno Lopes (R$ 12.5 milhões), Herrera (R$ 24.5 milhões), Moisés (R$ 12 milhões fixos e mais R$ 6 milhões por metas fáceis de alcançar) e Ryan Guilherme (R$ 1.6 milhão). Os números são expressivos por si só, mas ganham ainda mais peso quando colocados ao lado da dívida do clube, hoje na casa de R$ 66 milhões, como confirmado oficialmente pelo Conselho de Administração da SAF.
Apenas com essas cinco negociações - Amorim para o Genoa, Brenno Lopes para o Coritiba, Herrera para o Bragantino, Moisés para o Santos e Ryan Guilherme para o Cruzeiro - o Tricolor cobre o passivo considerado mais relevante. Tanto a dívida não será cobrada de uma vez, como os valores acertados com os compradores também não serão pagos imediatamente, é preciso deixar claro, assim como o bom trabalho de Pedro Martins, atual CEO da SAF, nas tratativas.
O dado ajuda a contextualizar a declaração de Marcelo Paz, então CEO da SAF, que defendia, em meados de 2025, que a equipe tinha ativos em seu elenco, suficientes para enfrentar suas obrigações em caso de queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, o que efetivamente acabou ocorrendo. Não era, portanto, uma retórica vazia do dirigente, hoje comandando o futebol do Corinthians.
O clube mostrou capacidade de formar, valorizar e negociar jogadores em patamar elevado. Além disso, mantém contrato de placas de publicidade garantido até 2029, com receitas estimadas entre R$ 25 milhões e R$ 28 milhões por ano, reforçando previsibilidade de caixa, até porque não ocorreu diminuição de tal valor em função do rebaixamento, um enorme diferencial competitivo em relação aos outros times da Série B, que vão receber cinco vezes menos.
Evidente que nada disso elimina os erros cometidos no caminho que levou até a queda, os enormes desafios esportivos ou a necessidade de gestão responsável em 2026, mas os fatos demonstram que havia fundamento na avaliação de que o Fortaleza possuía ativos realizáveis. Brigar contra isso é não ver o óbvio.
Obs: os valores aqui informados foram apurados pela coluna e representam a parte que caberá ao Fortaleza pelas porcentagens que o clube tinha de cada atleta
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