Cerveja e IA: quem será o mestre cervejeiro do futuro?
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Publicitário, especialista em Marketing , Mestre em Administração e Sommelier de cerveja. Desde 2013, atua na área de treinamento, consultoria e educação cervejeira, sendo pioneiro em Fortaleza. Foi professor da disciplina de cultura cervejeira na pós-graduação de gastronomia da Fanor, e é um dos idealizadores e professor do curso de Beer Sommelier do Senac/CE. É colunista de cervejas do O POVO s Sommelier de cervejas do quadro
Foto: IntelligentX Brewing Company/Facebook
Cerveja AI
Você aceitaria beber uma cerveja criada por um algoritmo? Essa pergunta pode soar estranha, mas é mais atual do que nunca. A Inteligência Artificial já chegou ao mundo cervejeiro e sua presença está dividindo opiniões.
Na última semana, imagens feitas com inteligência artificial imitando o estilo artístico do Studio Ghibli viralizaram nas redes sociais e provocaram uma grande polêmica na web, levantando debates sobre autoria e criatividade. Se a arte nasce da sensibilidade humana, qual o valor de uma obra criada por um software? E será que o mesmo vale para a cerveja?
Cervejarias ao redor do mundo já estão testando algoritmos para desenvolver novas receitas. Sistemas analisam combinações de maltes, lúpulos e fermentos, prevendo sabores e aromas com precisão quase científica. A cervejaria britânica IntelligentX, por exemplo, usa feedback de consumidores para ajustar suas fórmulas em tempo real. O resultado? Uma cerveja que se "autoaprende" a cada novo lote.
Mas isso levanta um questionamento: a cerveja é apenas ciência ou também arte? Por séculos, mestres cervejeiros aperfeiçoaram receitas com intuição e experiência, criando rótulos icônicos. Se um programa de IA pode gerar uma receita "perfeita", onde fica a assinatura do criador? Será que, no futuro, as cervejarias serão comandadas por algoritmos em vez de pessoas?
Enquanto alguns celebram o uso da tecnologia para prever tendências e reduzir desperdícios, outros temem que o processo perca sua alma. No Brasil, onde a cena artesanal é impulsionada pela paixão e pela experimentação, até que ponto a IA será bem recebida?
No fim das contas, a grande questão não é se a IA pode criar cervejas incríveis. É se queremos que ela faça isso. Afinal, brindamos a sabores únicos, histórias e tradições - e não apenas a fórmulas matemáticas. Mas quem sabe? Talvez o futuro da cerveja seja tão surpreendente quanto seu primeiro gole. Saúde!
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