Joelma Leal assume como ombudsman do O POVO no mandato 2023/2024. É jornalista e especialista em Marketing. Atuou como editora-executiva de sete edições do Anuário do Ceará, esteve à frente da coluna Layout por 12 anos e foi responsável pela assessoria de comunicação do Grupo, durante 11 anos.
Foto: Reprodução
O uso do QR Code foi adotado para facilitar a convergência do assinante com a plataforma O POVO+
.
O QR Code, código que pode ser escaneado com a câmera do celular, havia perdido relevância e caído em desuso, mas foi retomado com força, durante lives transmitidas na pandemia. Pois bem, o recurso se popularizou seja para conferir cardápio de restaurante, assistir a vídeos, fazer compras ou efetuar pagamentos.
No universo jornalístico não foi diferente, assim como não foi no O POVO. O código passa a fazer parte das páginas do impresso e está presente no rodapé de colunas ou em matérias.
Segundo a diretora de Redação do O POVO, Ana Naddaf, o recurso foi adotado para facilitar a convergência do assinante com a plataforma O POVO+, ampliando a experiência do impresso com conteúdos interativos ou recursos audiovisuais, bem como estimulando o acesso a colunas e reportagens.
"Capa e coluna possuem códigos fixos que direcionam para a home do OP+ ou para a área de colunistas, respectivamente. Ainda que testados e inseridos nas templates, estamos sempre em processo de avaliação, identificando erros e corrigindo-os. Já os das matérias e reportagens são criados a partir da necessidade desta convergência. Como estes são criados exclusivamente para edições específicas, quando detectamos erros, reforçamos o cuidado com editores e designers na criação dos próximos códigos", explica Naddaf.
No decorrer da semana fiz o exercício de checar acessos. Quase totalidade das colunas deu certo: aponta a câmera do celular para o código, clica e pronto, abre na página do colunista escolhido e os seus conteúdos já publicados. A maioria, mas não todos. As colunas de Sergio Redes, Iara Costa e João Marcelo Sena são exemplos de que o processo não fluiu, mesmo após várias tentativas. Pequenos espaços borrados são suficientes para emperrar o processo. Certamente, a falha ocorreu por causa da impressão do jornal. A ideia é ótima, mas não é aplicável se a impressão não for ao encontro do objetivo. Para o leitor do impresso a experiência pode não ser positiva.
No caso de matérias, há exemplos recentes ligados à Economia. Vamos a eles: a edição impressa de segunda-feira, 30, traz o título "WeWork aporta R$ 44 mi em marketplace de espaços de trabalho flexíveis". A tendência é querer saber quais os parceiros locais da novidade. Não estava no texto impresso, mas havia a indicação de acessar no OP+ : "Saiba mais sobre o vale-escritório e os parceiros cearenses da WeWork no OP ". Pronto, ali estava a descrição do que me interessava no material, porém ao apontar a câmera do celular para o QR Code, o código levava para a home do OP+ , onde há uma infinidade de conteúdos maravilhosos, mas naquele momento a busca era para o que estava dito na chamada. Como já tenho familiaridade com a plataforma, segui o caminho da busca: fui ao menu principal, procurei "jornal" e vi a lista de notícias publicadas na edição do dia. Lá estava a versão digital da matéria com a lista das sete empresas parceiras. Contudo, caminho longo e não intuitivo.
Agora, um exemplo do dia 31 de janeiro. O título era "Após reforma, tempo para a aposentadoria chega a 2 anos e 9 meses". O texto ao lado do QR Code, que leva para OP+ , trazia: "Ajuda: Saiba como o trabalhador pode agir para se aposentar no tempo devido no site exclusivo para assinantes O POVO". Ora, a expectativa criada era: vou acessar e ler um material que, de fato, vá mostrar o caminho para obter a aposentadoria. No entanto, ao fazer uso da câmera do celular, novamente, é direcionado para a home do OP+ . Ao seguir o passo a passo do dia anterior, a matéria é publicada tal qual a versão impressa com o acréscimo de um link indicado como "Leia Mais" intitulado "Trabalhador busca ajuda de advogados". Logo, o leitor precisa deduzir que se trata do material indicado no impresso. O título da chamada do QR Code deveria ter sido mais objetivo. O óbvio poderia ter sido dito, a fim de facilitar a vida do leitor.
O recurso é bem-vindo, desde que seja bem utilizado e trabalhado com cuidado nas checagens, palavras escolhidas nos textos ou caminhos que usuários devam seguir.
Glória Maria
Aproveito o espaço para registrar a cobertura sobre a morte da jornalista Glória Maria. A imprensa, como um todo, foi, por vezes, indelicada, a partir do momento em que informa, por exemplo, a idade dela, algo já sabido que ela evitava ao máximo ou ressaltar em letras garrafais que suas filhas eram adotadas. Para quê? Ela deixou suas filhas. Basta! Filho é filho.
Na avaliação interna, comentei que no digital poderíamos ter dado mais destaque em vez de apenas uma chamada sem ser sequer a manchete. No impresso, no dia seguinte, publicamos uma página especial do Vida & Arte, assim como destaque na capa. Na rádio O POVO CBN, o O POVO no Rádio dedicou parte do conteúdo do dia 2 à despedida, incluindo a primeira hora do programa, que teve o roteiro adaptado e cedido à programação nacional, que tratava do assunto. Ela merecia, sim, todos os destaques e mudanças de roteiros.
Ôpa! Tenho mais informações pra você. Acesse minha página
e clique no sino para receber notificações.
Esse conteúdo é de acesso exclusivo aos assinantes do OP+
Filmes, documentários, clube de descontos, reportagens, colunistas, jornal e muito mais
Conteúdo exclusivo para assinantes do OPOVO+. Já é assinante?
Entrar.
Estamos disponibilizando gratuitamente um conteúdo de acesso exclusivo de assinantes. Para mais colunas, vídeos e reportagens especiais como essas assine OPOVO +.