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Mestre em Ciência Política pela Universidade Clássica de Lisboa, Pós-graduada em Comércio Exterior pela Universidade Católica de Brasília, Presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior e Investimentos da Adece, Gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEC, Membro do Conselho de Relações Internacionais da FIEC – CORIN.

Ana Karina Frota comércio exterior

Os impactos do acordo comercial Brasil x Vietnã

Redução bilateral de tarifas e impostos precisa ser tratada com o devido cuidado
Assim como o Ceará, o Vietnã também é produtor de castanha de caju (Foto: The Good Brigade/Getty images)
Foto: The Good Brigade/Getty images Assim como o Ceará, o Vietnã também é produtor de castanha de caju

É de amplo conhecimento que o Estado do Ceará, além de grande produtor é o principal exportador de castanha de caju do Brasil. Na análise da série histórica, o referido produto já chegou a ser o primeiro item no ranking dos principais produtos exportados pelo Estado.

Recentemente, uma Consulta Pública de caráter consultivo (não vinculante) tratou do Acordo Comercial Brasil - Vietnã incluindo a redução bilateral de tarifas e impostos, que, se negociados de forma superficial, podem trazer danos relevante à indústria nacional.

A movimentação relacionada ao Vietnã não é recente. É adequado citar que o Brasil ainda precisa avançar muito na esfera das reformas para liberar o potencial produtivo e reduzir o custo Brasil. O País possui a taxa de câmbio mais volátil do mundo, comparável apenas a da Turquia.

O setor produtivo do Vietnã tem semelhanças notórias com a indústria cearense. Como exemplo, o fato de que o Vietnã é também um grande produtor de castanha de caju. Apesar do imponente desejo de ver o País avançar em uma agenda progressiva no que se refere às reformas estruturais e que reduzam os custos através de uma abertura econômica e comercial, não é possível seguir sem o cumprimento básico de condições antecedentes e necessárias. Sem isso, o prejuízo ao parque fabril do Estado do Ceará pode ser significativo.

É importante avançar na abertura comercial e na proposição de uma agenda liberal, mas é necessário que os estados brasileiros possam fruir dos mesmos “benefícios” do referido acordo. Ressalvas técnicas são indispensáveis.

Por um Brasil mais competitivo é prioritário modernizar a economia, desonerar mão de obra e reduzir o custo de produção visando a expansão do emprego e da renda nacional.

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