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Plínio Bortolotti integra do Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Camilo Santana cada vez mais com "cara de senador"

A solução mais provável é que se repita o desenho da eleição de 2018. Nesse novo arranjo, o candidato a governador seria indicado pelo PDT; Camilo disputaria o Senado, e cada um apoiaria o candidato de seu partido à Presidência, Ciro ou Lula.

Pesquisa do instituto Opnus, em parceria com O POVO, para avaliar os chefes dos Executivos municipal, estadual e federal na cidade de Fortaleza, revela que o prefeito José Sarto (PDT) divide praticamente ao meio o número de fortalezenses que aprovam ou desaprovam a sua administração; o presidente Bolsonaro (PL) tem 73% de desaprovação; e o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), paira acima de todos, garantindo 78% de aprovação, um feito, considerando-se que se aproxima o fim de seu segundo mandato.

De Bolsonaro pouco há o que dizer, pois Fortaleza nunca o tolerou, com toda razão, pois é um sujeito de péssima qualidade e um administrador inútil. Sarto, por sua vez, como diziam os antigos comentaristas esportivos, tem de correr atrás do prejuízo, se quiser subir no conceito de seus concidadãos.

Quanto a Camilo, a pesquisa confirma o que se observa empiricamente, isto é, o reconhecimento pelos fortalezenses de que faz uma boa gestão. A mais, com esse nível de popularidade, ele se fortalece dentro de seu partido para levar a cabo uma delicada negociação, que precisa conciliar o seu compromisso com o grupo Ferreira Gomes e as suas obrigações de militante do Partido dos Trabalhadores, pois nada indica que Ciro Gomes (PDT) abdicará de sua candidatura a presidente.

A solução mais provável é que se repita o desenho da eleição de 2018, quando o próprio Camilo foi candidato à reeleição, Cid Gomes (PDT) disputou o Senado, e cada um apoiou o seu seu candidato a presidente no primeiro turno, Ciro (PDT) ou Fernando Haddad (PT).

Agora, nesse novo arranjo, o candidato a governador seria indicado pelo PDT; Camilo disputaria o Senado, e cada um apoiaria o candidato de seu partido à Presidência, Ciro ou Lula. O próprio Lula já deu indicação de que esse acerto tem a sua concordância, ao comentar, quando esteve visitando Fortaleza, que Camilo estava “com cara de senador”.

O governador tem votos suficientes no PT-CE para impor essa solução, que lhe seria a mais confortável. Entretanto, de perfil conciliador, Camilo deverá insistir na negociação, na tentativa de convencer seus companheiros de que essa é a melhor proposta para o partido.

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