Plínio Bortolotti integra o Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Foto: LUIS ROBAYO / AFP
O líder argentino Javier Milei, conhecido por seus cortes orçamentários, conquistou uma vitória surpreendente nas eleições de meio de mandato de domingo, impulsionando a enfraquecida agenda de reformas do político de direita apoiado pelos Estados Unidos.
Analistas dão como certo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai interferir nas eleições brasileiras, como vem fazendo mundo afora. Pode ser uma boa ou má notícia, dependendo do ângulo de observação.
Em países frágeis, dispostos a negociar a soberania por alguns dólares a mais, a retórica de Trump produz efeito. Foi o caso de Honduras, com vitória do candidato conservador.
Situação parecida ocorreu na Argentina, quando Trump vinculou um empréstimo de 20 bilhões de dólares à vitória dos parceiros de Javier Milei nas eleições parlamentares.
Porém, no Canadá, a parlapatice trumpista foi derrotada. Pesquisas indicavam que o Partido Liberal (no governo), perderia as eleições para o Partido Conservador, do agrado de Trump.
Mas o primeiro-ministro Mark Carney fez uma campanha confrontando a ameaça da Casa Branca de "anexar" o Canadá, unificando os eleitores sob a bandeira da soberania nacional, o que o levou à vitória.
Quanto às eleições presidenciais, pode ser que Trump evite fazer barulho, preferindo atuação discreta, pois ele sabe que o Brasil não é uma republiqueta qualquer, e dará a resposta adequada a qualquer intervenção em assuntos internos. Noves fora os bolsonaristas fanáticos, os brasileiros estão preparados para defender a soberania do País.
Além disso, o governo brasileiro vem obtendo seguidos avanços na questão tarifária, abrindo negociação direta com Trump, depois da “química” que rolou entre ele e Lula. Ah, sim, e as ameaças de Trump à Europa foram fundamentais para destravar o acordo União Europeia/Mercosul, encrencado há mais de duas décadas.
Ademais, a extrema direita americana já soltou a mão dos bolsonaros faz tempo. Deve ter sido um baque para o senador Flávio (PL-RJ), que viajou para os Estados Unidos para conseguir ao menos uma foto ao lado do poderoso secretário de Estado Marco Rubio, ter voltado de Washington de mãos abanando. As duas.
E olha que Flávio não é apenas um senador da República, mas o candidato ungido por Bolsonaro para representá-lo nas eleições de outubro. Mas Flávio não desiste, o não ele já obteve, mas ainda falta a humilhação, que colherá se insistir no assunto.
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